Combate ao coronavírus

Governo de SP prorroga suspensão de pagamento de água para famílias de baixa renda

Segundo o governo de São Paulo, o estado atingiu a menor ocupação de UTIs desde o início da reabertura

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O Theatro Municipal, no centro de São Paulo, vazio durante a pandemia de coronavírus
O Theatro Municipal, em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)
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SÃO PAULO – O governo de São Paulo prorrogou pela terceira vez, nesta sexta-feira (14), a cobrança e os cortes no abastecimento de água e tratamento de esgoto para clientes de baixa renda atendidos pela Sabesp. Desta vez, o prazo foi prolongado até o dia 15 de setembro.

A medida beneficia cerca de 2,5 milhões de consumidores carentes enquadrados na tarifa residencial social e residencial favela.

“Essa é uma das medidas adotadas pelo governo do estado para conter os impactos econômicos na crise do coronavírus e está em vigência desde abril deste ano. Com isso, os 2,5 milhões de consumidores das camadas mais pobres da população de São Paulo, que de alguma maneira tiveram a sua renda afetada e já estavam sendo contemplados desde o início da pandemia, passam agora a contar com esse benefício por mais 30 dias”, disse o vice-governador Rodrigo Garcia durante coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (14).

Ocupação de UTIs no estado de São Paulo

Pela primeira vez desde o início do monitoramento, todas as regiões do estado estão com a ocupação de leitos UTI exclusivos para Covid-19 abaixo dos 80%. No consolidado, o índice de ocupação de leitos registrados nesta quinta-feira (13) foi de 57,7% – menor média desde o início do Plano São Paulo, em junho.

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Nesta semana, nenhuma região sofreu alteração de fase no Plano São Paulo, o que significa que 84% da população do estado permanece em territórios situados na fase amarela (três) do plano de reabertura gradual. Registro e Franca são as únicas regiões na fase mais restritiva, a vermelha (um); Presidente Prudente, Barretos, São José do Rio Preto, Grande São Paulo Oeste e Norte estão na fase laranja (2).

O plano tem como base indicadores como o número de leitos de UTI exclusivos para Covid disponíveis para cada 100 mil habitantes; a média da taxa de ocupação de leitos dos últimos sete dias; e a evolução da epidemia – considerando os números de casos, internações e óbitos pela Covid-19.

Nesta quinta-feira, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo mudou o critério para contagem de mortos por Covid-19.

Com a mudança, os casos de mortes por coronavírus poderão ser confirmados pelo critério clínico-imagem, através de exames de imagem que apontam alterações típicas da infecção causada pelo novo coronavírus no organismo. Antes, os dados contabilizavam apenas os diagnósticos laboratoriais.

“O número elevado de casos que ainda temos no nosso estado se deve às políticas de testagem que estão sendo implementadas e otimizadas. Elas vieram melhorando ao longo da pandemia e, especialmente nas últimas semanas, tiveram um incremento maior. Uma em cada 15 pessoas já foi testada no estado de São Paulo, ultrapassamos os 3 milhões de testagem”, afirmou Garcia.

Na última atualização, o estado registrou 26.324 óbitos e 674.455 casos confirmados do novo coronavírus. Entre as vítimas fatais, a maioria dos casos são do sexo masculino, 15.181, e 11.143 vítimas do sexo feminino.

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Os óbitos no estado continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 75,4% das mortes.

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