Combate à Covid-19

Governo de SP decreta restrição de circulação entre 23h e 5h em todo estado, para conter alta nas internações

Restrições ocorrem após estado registrar maior número de pacientes com Covid-19 internados em UTI desde início da pandemia. Medida irá até 14 de março

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Doria coletiva
(Reprodução)

SÃO PAULO – O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (24) mais medidas de endurecimento da quarentena em todas as regiões do estado. São Paulo irá adotar restrição de circulação entre 23h e 5h, para todos os dias da semana. As medidas entrarão em vigor a partir da próxima sexta-feira (26), e serão válidas até 14 de março.

O estado afirmou que não se trata de um lockdown ou de um toque de recolher, mas sim apenas de restrições de circulação. Essas restrições serão complementares ao previsto pelo Plano São Paulo, que divide o estado e determina restrições diferentes de acordo com a fase da quarentena em que se encontra cada área. No momento, o estado conta com apenas quatro regiões em Fase Vermelha, a mais restritiva: Araraquara, Bauru, Barretos, Presidente Prudente.

A Grande São Paulo, que inclui a capital, está na Fase Amarela. Nela, os estabelecimentos já precisam fechar suas portas até as 22h. Bares encerram suas atividades ainda antes, às 20h.

A restrição é fundamentalmente para coibir eventos clandestinos e aglomerações desnecessárias, esclareceu João Doria (PSDB), governador de São Paulo, durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O governador esclareceu que indivíduos que estiverem nessas festas serão advertidos, enquanto os promotores dos eventos podem receber multas e até ordens de prisão. Transporte coletivo, aplicativos de transporte, táxis, postos de combustíveis, supermercados e outros serviços essenciais podem continuar operando a partir das 23h.

Para cumprir os decretos, o governo de São Paulo anunciou que a força-tarefa de fiscalização em São Paulo irá contar com o apoio da Polícia Militar e do Procon, que atuarão junto às vigilâncias sanitárias municipais para coibir aglomerações e o funcionamento irregular de bares, restaurantes e comércios.

De acordo com a administração paulista, os prazos podem ser revistos a qualquer momento caso haja melhora ou piora nos indicadores da pandemia no estado. O estado irá aplicar multas caso essas restrições não sejam respeitadas pelas pessoas e pelos comércios.

Preocupação com aumento de internações por Covid-19

A mudança ocorre após o estado de São Paulo registrar, segundo dados da secretária estadual de Saúde, o maior número de pacientes com Covid-19 internados em UTI desde o início da pandemia. “Esclareço que temos que adotar essa medida para proteger vidas. Não temos nenhuma satisfação em adotar uma medida como essa, mas temos essa necessidade. Proteger vidas significa garantir a existência. Sem vida não há consumo”, afirmou João Doria (PSDB), governador de São Paulo, na coletiva.

Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, explicou que o comitê de saúde do estado percebeu que, principalmente nas últimas semanas, houve um incremento muito alto nas novas internações nas últimas semanas. “Da semana epidemiológica seis para a sete, houve um aumento de mais de 5%. Da sete para a oito, houve aumento de 9% no número das novas internações”. Essas semanas mencionadas pelo coordenador do comitê de saúde representam, respectivamente, a primeira e a segunda semana de fevereiro.

Ainda de acordo com Menezes, o cenário é mais preocupante quando olhamos para o indicador de evolução no acompanhamento de leitos de UTI, que mede quantas pessoas ainda estão internadas. “Nos últimos 10 dias, tivemos um aumento progressivo. 660 pessoas foram internadas a mais no estado nesses dias. Estamos muito preocupados”, acrescenta Menezes. Ainda que o estado tenha leitos disponíveis, o coordenador acredita que as previsões epidemiológicas mostram que esses leitos podem se esgotar em três semanas, caso os números continuem a subir na média atual.

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Outra grande preocupação do comitê de saúde estadual é a presença das variantes do Sars-Cov-2 no estado. A chamada P.1, variante brasileira da Covid-19, começou em Manaus e já se espalhou pelo Brasil. Em 13 de fevereiro, o estado de São Paulo confirmou o primeiro caso de infecção pela P.1 de uma pessoa que não esteve em Manaus.

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Vacinação em São Paulo

Segundo os últimos números do Vacinômetro, ferramenta digital desenvolvida em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) que permite a qualquer pessoa acompanhar em tempo real o número vacinas aplicadas no estado, 2.151.762
pessoas foram vacinadas em São Paulo até às 13h25 desta quarta-feira. 1.709.399 pessoas receberam a primeira dose, enquanto 442.363 já receberam a segunda aplicação.

A administração paulista também informou na coletiva que, na próxima sexta-feira (26), o estado irá anunciar publicamente as faixas etárias selecionadas para a próxima fase de imunização no estado.

A vacinação em São Paulo já passou por três fases. A primeira foi direcionada a profissionais de saúde, indígenas e quilombolas. A segunda fase atendeu idosos com 90 anos de idade ou mais. Já a terceira fase de vacinação incluiu idosos com 85 anos de idade ou mais. A vacinação para idosos com 80 anos de idade ou mais está, por enquanto, prevista para começar no dia 1º de março.

Cronograma de entrega da CoronaVac

Ainda durante a coletiva, Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde, apresentou o cronograma de entrega das doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde. A CoronaVac é a vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Segundo o secretário, o cronograma do Instituto Butantan mostra que o instituto irá finaliza a entrega de mais 6,7 milhões de doses entre os dias 5 de fevereiro e 5 de março. Gorinchteyn também explicou que, ao final dessa entrega, o Butantan terá oferecido ao todo 15,4 milhões de doses ao Ministério da Saúde. Vale lembrar que os contratos assinados entre a pasta e o instituto paulista contemplam o fornecimento de 100 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

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