Relatório do Banco Central

Focus: mercado financeiro vê contração de 5,66% do PIB e reduz projeção para a inflação em 2020

Os economistas ouvidos pelo Banco Central preveem que o IPCA encerrará o ano com alta de 1,63%, ante estimativa anterior de 1,67%

Graph Falling Down in Front Of Brazil Flag. Crisis Concept
(NatanaelGinting/Getty Images)

SÃO PAULO – O mercado financeiro revisou para cima, pela quinta semana seguida, suas projeções para a contração da economia brasileira e agora vê uma queda menor para o PIB este ano, de 5,66%, ante expectativa anterior de uma retração de 5,77%. É o que mostra o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (3).

Após o forte impacto da pandemia de coronavírus sobre a atividade brasileira, a expectativa dos economistas ouvidos pela autoridade monetária é de que haja uma expansão de 3,50% do PIB no próximo ano, sem alterações com relação ao último levantamento.

No que tange à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado reduziu, pela segunda semana consecutiva, suas estimativas de alta, de 1,67% para 1,63% neste ano. Para 2021, a projeção se manteve em alta de 3,00%.

Os demais indicadores, por sua vez, não tiveram alterações no levantamento desta semana.

As previsões para a taxa de câmbio se mantiveram as mesmas da semana passada, seguindo em R$ 5,20 para 2020, e em R$ 5,00, para 2021.

Em relação à Selic, a expectativa é de que a taxa básica de juros terá um corte residual de 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana, encerrando este ano em 2,00% a.a. e subindo para 3,00% ao ano em dezembro de 2021.

Top 5

Entre os economistas ouvidos pelo Banco Central que mais acertam as previsões, reunidos no grupo “Top 5 médio prazo”, as projeções da semana passada foram mantidas.

A estimativa é de que a taxa Selic encerre este ano em 1,88% a.a., subindo para 2,25% a.a., em dezembro de 2021.

Para o IPCA, a projeção foi mantida em alta de 1,51% este ano, e de 2,78% no próximo.

Já no câmbio, os economistas prevem o dólar a R$ 5,25, em 2020, e a R$ 5,10, em 2021.

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