Estoque total de crédito cai 0,1% em abril ante março, para R$ 5,363 trilhões, afirma BC

Na comparação mensal, houve alta de 0,2% no estoque para pessoas físicas e queda de 0,6% no estoque para pessoas jurídicas

Estadão Conteúdo

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O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro caiu 0,1% para R$ 5,363 trilhões de março para abril, informou nesta terça-feira (30) o Banco Central. Em 12 meses, houve alta de 11,1%. Em abril ante março, houve alta de 0,2% no estoque para pessoas físicas e queda de 0,6% no estoque para pessoas jurídicas.

O BC informou que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 53% para 52,6% na passagem de março para abril.

As concessões dos bancos no crédito livre caíram 16,5% em abril ante março, para R$ 395,1 bilhões, informou o Banco Central. No acumulado dos últimos 12 meses até abril, o aumento foi de 11,7%. Estes dados não levam em conta ajustes sazonais.

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No crédito para pessoas físicas, as concessões caíram 10,2% em abril, para R$ 225,9 bilhões. Em 12 meses, há alta de 15,7%. Já no caso de pessoas jurídicas, as concessões tiveram queda de 23,6% em abril ante março, para R$ 169,3 bilhões. Em 12 meses, o avanço é de 7,4%.

Habitação

O estoque das operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceu 0,6% em abril ante março, totalizando R$ 957,455 bilhões, informou o BC. Em 12 meses até abril, o crédito para habitação no segmento pessoa física subiu 13,5%.

Já o estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física avançou 0,6% em abril ante março, para R$ 264,357 bilhões. Em 12 meses, houve alta de 7,7%.

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BNDES

O saldo de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas teve baixa de 0,4% em abril ante março, somando R$ 388,97 bilhões, informou o Banco Central. Em 12 meses até abril, a elevação acumulada é de 5,2%.

No quarto mês de 2023, houve queda de 0,5% nas linhas de financiamento agroindustrial do BNDES, queda de 0,4% no financiamento de investimentos e baixa de 0,7% no saldo de capital de giro.

Concessões em abril

As concessões nominais de crédito totalizaram R$ 434,6 bilhões em abril. Nas séries com ajuste sazonal, o total de novas contratações recuou 1,2% no mês, com diminuições de 0,4% tanto nas operações realizadas com empresas, quanto nas realizadas com as famílias.

Na comparação interanual, as concessões nominais em abril aumentaram 12,6%, com expansão de 9,1% nas contratações com pessoas jurídicas e de 15,6% com as pessoas físicas. A ocorrência de cinco dias úteis a menos no mês de abril, comparativamente a março de 2023, contribuiu para a elevação de 5,4% no mês nas concessões médias diárias.

Taxas e spread

A taxa média de juros das novas contratações de crédito alcançou 32,2% a.a. em abril, com incrementos de 0,4 pontos percentuais no mês e de 4,4 p.p. comparativamente a abril do ano anterior.

O spread bancário das novas contratações alcançou 21,9 p.p., aumento de 0,8 p.p. no mês e de 4,3 p.p. em doze meses.

No segmento de crédito com recursos livres, a taxa média de juros das novas contratações atingiu 45,1% a.a. em abril, com altas de 0,6 p.p. no mês e de 7,2 p.p. na comparação interanual. Nas contratações com pessoas jurídicas, os juros médios alcançaram 23,9% a.a., redução mensal de 0,2 p.p. e incremento de 1,5 p.p. em doze meses.

Nas contratações realizadas com pessoas físicas, os juros médios registraram elevação mensal de 1,1 p.p. e de 9,8 p.p. em doze meses, atingindo 59,7% a.a.

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, subiu para 22,4% a.a., elevando-se 0,3 p.p. no mês e 2,5 p.p. em 12 meses.

Inadimplência e endividamento

A inadimplência da carteira de crédito do SFN aumentou 0,1 p.p. no mês, atingindo 3,4%. A inadimplência da carteira de pessoas jurídicas aumentou 0,2 p.p. no mês e 0,8 p.p. em doze meses, atingindo 2,3%.

Na carteira de pessoas físicas, a inadimplência subiu 0,2 p.p. no mês e 0,7 p.p. em doze meses, situando-se em 4,2%. No crédito com recursos livres, inadimplência de 4,7%, com incrementos de 0,2 p.p. no mês e de 1,2 p.p. comparativamente a abril de 2022.

O endividamento das famílias atingiu 48,5% em março, com recuos de 0,1 p.p. no mês e de 1,3 p.p. em doze meses. Nas mesmas bases de comparação, o comprometimento de renda aumentou 0,3 p.p. no mês e 1,6 p.p. em doze meses, situando-se em 27,7%.