Durigan defende plano de corte de gastos “comedido” para evitar fissura política

"O próximo passo em relação ao gasto tem que ser comedido para que a gente não destampe a polarização política do país”, disse o secretário-executivo da Fazenda

Reuters

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan (Foto: Washington Costa/MF)

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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (15) que o próximo passo do governo visando o controle dos gastos públicos precisa ser comedido para evitar a abertura de uma fissura política no país.

Em seminário promovido pelo Valor Econômico em Nova York, Durigan defendeu que o governo avance na discussão sobre a revisão de gastos ao ser questionado sobre ideia apresentada pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, de desvincular benefícios previdenciários do aumento real do salário mínimo. Sem responder diretamente, ele fez ponderações.

“É chegada a hora de discutir a questão do gasto público, buscar a eficiência do gasto é o mais importante… Agora, é preciso pensar o próximo passo. O próximo passo em relação ao gasto tem que ser comedido para que a gente não destampe a polarização política do país”, disse.

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“O que a gente não quer é abrir uma fissura política na discussão de gastos. É preciso fazer o corte de gastos, rever a base de dados dos programas para que a gente dê a quem é devido, é preciso seguir revendo os gastos tributários para que a gente tenha foco no atendimento da população”, acrescentou.

Após fazer um plano de ajuste fiscal com forte dependência de medidas para ampliar a arrecadação, o governo vem sofrendo pressão política para promover ações de redução de gastos. Até o momento, porém, foi colocado em prática um tímido programa de revisão de despesas.