Saída difícil

Brexit: novo acordo não garante divórcio amigável; veja o que pode acontecer

Apesar da boa notícia, a grande dúvida é se os parlamentares britânicos irão aceitar este novo texto

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Após uma reunião de mais de 11 horas, Reino Unido e União Europeia anunciaram nesta quinta-feira (17) um acordo para garantir que o Brexit ocorra dentro do prazo previsto, em 31 de outubro. Mas apesar da boa notícia, ainda existem muitas dúvidas se esta decisão será aprovada pelos parlamentares.

Nesta manhã, o negociador-chefe da União Europeia, Michel Barnier, afirmou que o novo texto mantém boa parte do que foi apresentado no ano passado por Theresa May, mas com “elementos novos sobre a ilha da Irlanda e sobre a declaração política”.

A maior dificuldade agora está em fazer o acordo ser aprovado pelas duas partes. Nesta quinta e sexta-feira, Johnson participa de reuniões no Conselho Europeu, para então, no sábado, levar a proposta para o Parlamento do Reino Unido.

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O premiê britânico, porém, perdeu recentemente a maioria na Câmara baixa e terá muita dificuldade para aprovar o acordo e conseguir realmente realizar o Brexit até dia 31 de outubro. Poucas horas após o anúncio do novo texto, o partido trabalhista – que lidera a oposição – e a legenda norte-irlandesa DUP disseram que não irão votar a favor da proposta.

Se Johnson for derrotado, dificilmente ele terá outra saída a não ser adiar o Brexit por três meses. Ainda existe a chance dos parlamentares apoiarem este novo acordo, mas especialistas apontam que eles estão colocando uma condição para que o texto seja submetido aos eleitores em um referendo para aprovação.

Em caso de adiamento da saída do Reino Unido da União Europeia, aumentam as chances de uma nova eleição ser convocada para a mudança do primeiro-ministro e até mesmo um novo referendo – que neste caso seria um debate tão complicado quanto o próprio Brexit.

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