Vizinho em crise

Argentina planeja buscar novo plano com FMI, diz ministro da Economia

Segundo Martín Guzmán, decisão independe do resultado das negociações com credores de US$ 65 bilhões de títulos internacionais em default

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(Bloomberg) — A Argentina vai buscar um novo programa com o Fundo Monetário Internacional, independentemente do resultado das negociações com credores de US$ 65 bilhões de títulos internacionais em default, disse o ministro da Economia, Martín Guzmán.

Guzmán também reiterou que o país atingiu o limite máximo no que está preparado para oferecer aos credores, embora tenha dito que o governo consideraria melhorar os termos legais da oferta.

“Após o processo de reestruturação da dívida com os credores privados, esperamos solicitar um novo programa do FMI que substitua o anterior, que não funcionou”, disse Guzmán em entrevista à Bloomberg Television na terça-feira. “Isso vai ocorrer independentemente do que acontecer com os credores privados.”

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A segunda maior economia da América do Sul, que está em um momento-chave do processo de reestruturação da dívida, também tem pendente um acordo de US$ 56 bilhões negociado com o FMI pelo governo anterior. O governo da Argentina trabalha para aumentar a arrecadação e reduzir o déficit fiscal, embora isso levará mais tempo do que o país e o FMI projetaram originalmente devido à pandemia de coronavírus, disse Guzmán.

“A consolidação fiscal deve ocorrer em um ritmo que permita à economia se recuperar e para sustentar essa recuperação”, disse.

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A Argentina tem até 4 de agosto para reestruturar US$ 65 bilhões em dívida externa, depois de entrar em default pela nona vez na história do país.

“Melhoramos significativamente a oferta e chegamos a um ponto em que é o esforço máximo que a Argentina pode fazer sem comprometer o curso social que tentamos alcançar”, disse Guzmán, ecoando comentários feitos recentemente pelo presidente da Argentina, Alberto Fernández. “Fizemos um grande esforço.”

O país ainda não conta com o apoio dos três principais grupos de credores, que afirmam representar detentores de mais de 50% da dívida externa da Argentina depois de unir forças com outros fundos nesta semana. A proposta mais recente dos credores exige um valor presente líquido de cerca de 3 centavos por dólar acima da oferta atual do governo, de cerca de 53 centavos, de acordo com relatório do Goldman Sachs.

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Os grupos originalmente incluíam fundos como BlackRock, AllianceBernstein e Monarch Alternative Capital, e agora incluem BlueBay Asset Management, Fidelity Management & Research e Amundi Asset Management, entre trinta empresas que se uniram.

Qualquer que seja o resultado, a Argentina passará muito tempo sem emitir dívida nova em moeda estrangeira, disse Guzmán.

“Não esperamos acessar os mercados internacionais por um tempo”, afirmou.

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