Argentina e FMI chegam a acordo para debloquear acesso a US$ 4,7 bilhões

Entre as metas repactuadas para a manutenção do programa, o FMI destaca o compromisso de se alcançar um superávit primário equivalente a 2% do PIB em 2024

Roberto de Lira

(Getty Images)

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O governo da Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um acordo, em nível técnico, sobre a última revisão do programa de dívida de US$ 44 bilhões, informou o credor em comunicado na quarta-feira (10). Se aprovado, ele desbloqueará o acesso a cerca de US$ 4,7 bilhões para o governo argentino, que enfrenta dificuldades de financiamento.

De acordo com o comunicado, esse acordo está sujeito à implementação de uma política contínua e duradoura e será apresentado para aprovação pelo Conselho Executivo do FMI “nas próximas semanas”.

“O desembolso proposto destina-se a apoiar os fortes esforços políticos das novas autoridades para restaurar a estabilidade macroeconômica e ajudar a Argentina a satisfazer as necessidades da sua balança de pagamentos”, diz o texto do FMI.

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Ainda segundo o Fundo, o novo governo herdou uma situação econômica e social excepcionalmente desafiadora, com desequilíbrios macroeconômicos crescentes que refletem principalmente políticas inconsistentes e expansionistas, especialmente durante os últimos trimestres do ano passado. 

Com isso, a inflação mensal acelerou para 12,8% em novembro, as reservas esgotaram-se, a moeda tornou-se ainda mais sobrevalorizada e o diferencial cambial subiu para máximos históricos, lembra o comunicado.

Metas

Entre as metas repactuadas com o novo governo para a manutenção do programa, o FMI destaca o compromisso de se alcançar um superávit primário equivalente a 2% do PIB em 2024, por meio de uma combinação de medidas de receitas e despesas.

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O Fundo também destaca que que a política cambial continuará a apoiar os objetivos de acumulação de reservas. Espera-se que as novas políticas conduzam a uma acumulação de reservas líquidas de US$ 10 bilhões até ao final de 2024, incluindo US$ 2,7 bilhões acumulados durante as últimas semanas de 2023.

(Com Reuters)