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Dasa chega a subir 2,5%, mas perde força um dia após Edson Bueno assumir controle

Com adesão de 38% dos acionistas, leilão de OPA da empresa elevou a participação de Edson Bueno e sua esposa na Dasa para 61,92%

Dasa Diagnóstico das Américas 02 - Laboratório
(Divulgação Dasa)

SÃO PAULO - As ações da Dasa (DASA3) exibiam leve alta nesta terça-feira, depois da oferta pública voluntária em que o empresário Edson Bueno assumiu o controle da maior companhia de medicina diagnóstica do Brasil. Após chegar a subir 2,53%, para R$ 15,38, os papéis da companhia perderam força e, às 12h30 (horário de Brasília), operavam estáveis a R$ 15,00.

A oferta pública de segunda-feira terminou com adesão de 38,34% dos acionistas da companhia, o que elevou a participação de Bueno e sua sócia, a esposa Dulce Pugliese de Godoy Bueno, para 61,92% do capital da Dasa.

"A operação ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Nos próximos dias pode haver mais vendas no papel, dado que fundos relevantes como Tarpon e Petros discordam da postura do Edson Bueno e informaram antes da OPA que, caso ele obtenha o controle, eles poderiam sair do papel", afirmou a corretora XP em relatório a clientes.

Bueno e Dulce venderam a cerca de um ano e meio 90% da operadora de planos de saúde Amil para a norte-americana United Health, em uma operação de cerca de R$ 10 bilhões. Eles compraram 119.539.800 ações da Dasa no leilão realizado na Bovespa na tarde de segunda-feira por R$ 15,00 cada, via a empresa Cromossomo Participações II. O giro financeiro da operação foi de quase R$ 1,8 bilhão.

Segundo a XP Investimentos, nos próximos dias pode haver mais vendas no papel, dado que fundos relevantes como Tarpon e Petros discordam da postura de Edson Bueno e informaram antes da OPA que caso ele obtivesse o controle, eles poderiam sair do papel.

Com Reuters

 

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