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Por que o underwriting é essencial na hora de contratar o seu seguro de vida?

Análise prévia é feita pela seguradora antes do fechamento do contrato

Um dos aspectos mais importantes na hora de escolher o seu seguro de vida é o processo anterior à contratação, chamado underwriting (risco de subscrição). Trata-se da análise prévia de risco feita pela seguradora sobre o cliente. Na prática, a empresa solicita uma série de informações para avaliar o plano de seguro de vida para o segurado e definir seu preço. Dependendo dessa avaliação, quem está buscando essa proteção pode ou não ser aceito.

Para essa avaliação, as seguradoras usam alguns critérios principais, como: histórico familiar, profissão, hobbies, histórico de saúde e financeiro (para saber qual a capacidade do cliente de pagar o seguro). A análise é dividida em duas categorias: a médica, relacionada à saúde (do cliente e seus familiares mais próximos), e a não médica, ligada à vida pessoal.

Na avaliação da saúde, é possível verificar se o cliente apresenta um risco estatisticamente mais elevado que a média da população, que pode incluir, por exemplo, um histórico familiar de câncer, alguma alteração no sangue, prática regular de algum esporte muito radical.

No passado, se o cliente tivesse qualquer risco a mais que a média da sociedade era um empecilho para ter acesso a esse tipo de seguro. Hoje, seguradoras como a Prudential do Brasil têm uma tabela de underwriting na qual o cliente pode ser classificado em até nove diferentes classes de risco. Do padrão, chamado de standard, até o nível H, em caso de risco agravado, para atender uma ampla gama de clientes que provavelmente teriam seus riscos recusados pela seguradora caso não existisse essa flexibilização.

Inclusive, dependendo do capital segurado, a própria seguradora pode pagar por exames a mais do cliente para realmente avaliar com quais riscos está lidando – além de solicitar os exames já feitos.  Outro benefício do underwriting é que tudo fica detalhado no contrato, o que reduz consideravelmente a possibilidade de que a seguradora não pague o benefício ou alegue algum problema no futuro.

Isso significa que quando o cliente é sincero e responde às perguntas de boa-fé, não tem como ele ficar sem o benefício contratado na apólice. A seguradora não pode alegar desconhecimento de qualquer informação no pagamento do benefício, a não ser que posteriormente venha a ser detectada alguma informação que era de conhecimento prévio do cliente e que foi omitida por ele no momento da contratação.

Além disso, para cada cobertura (invalidez, doenças graves, morte etc.) existe um documento contratual conhecido como condições gerais, no qual está detalhado o que faz ou não parte da cobertura, independentemente do nível de risco e do contrato firmado, além de esclarecer ao cliente todos os seus direitos e deveres enquanto segurado.

É sempre aconselhável que o segurado leia esse documento para saber exatamente o que está coberto pela seguradora e não achar que, ao contratar o seguro de vida, qualquer sinistro estará incluso.

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