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Seguro de vida cresce mesmo na recessão e ultrapassa patamar dos seguros de automóveis

Mudança cultural, novidades no setor e informação de qualidade são alguns dos motivos que explicam o forte avanço dos últimos anos

Ao comprar um carro, uma das primeiras providências do brasileiro é buscar um seguro para proteger o veículo contra acidentes, roubo e furto. Por representar uma fatia grande do patrimônio das famílias, a preocupação com os veículos sempre foi tanta que, historicamente, os brasileiros gastam bilhões de reais a mais para proteger os automóveis do que a própria vida. Essa diferença, no entanto, vem se estreitando ao longo dos últimos anos e, em 2017, o cenário finalmente mudou.

Dados compilados pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg) mostram que a arrecadação com os seguros de pessoas – que incluem as coberturas de seguro de vida, prestamista, acidentes pessoais, doenças graves, dotais, entre outros relacionados a proteções à vida – cresceu 9,9% em 2017 em relação a 2016, alcançando a marca de R$ 34,5 bilhões.

Esse número supera os R$ 33,9 bilhões dos seguros de automóveis – que incluem também a cobertura a motos, ônibus, caminhões, vans –, que avançaram em ritmo mais lento no mesmo período: 6,5%. A tabela a seguir mostra a evolução comparativa dos dois ramos nos últimos cinco anos:

Ano

2013

2014

2015

2016

2017

Automóveis

R$ 29,3 bilhões

R$ 31,4 bilhões

R$ 32,5 bilhões

R$ 31,7 bilhões

R$ 33,9 bilhões

Coberturas de pessoas (coletivo + individual)

R$ 25,7 bilhões

R$ 27,7 bilhões

R$ 29,8 bilhões

R$ 31,1 bilhões

R$ 34,5 bilhões

*Fonte: Relatório de Arrecadação do Mercado Segurador da CNSeg, com dados compilados a partir da Susep.          

“É uma mudança cultural. As famílias não veem mais o seguro de vida como um produto, mas como uma necessidade”, afirma Vanessa Franceschi, responsável pelas áreas de sucessão patrimonial e empresarial na Manchester Investimentos. A especialista faz referência, principalmente, às características de um plano de sucessão associando o seguro de vida como ferramenta estratégica. A indenização do seguro pode ser usada em um processo de inventário no pagamento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Empresas também têm usado o seguro de vida para ter liquidez contra situações envolvendo a perda de um executivo ou sócio importante.

Há alguns anos, as famílias usavam produtos de previdência privada como um modo de ajudar no pagamento do ITCMD durante o processo de inventário, mas especialistas têm alertado que é preciso ter cautela com essa estratégia para fins de sucessão patrimonial. Muitos estados têm interpretado que os planos previdenciários configuram investimento e, portanto, caberia aplicação do ITCMD, com alíquotas que podem chegar até 8% do valor da herança. Ainda é preciso estudar caso a caso, mas a tendência dos últimos anos tem sido a incidência de tributação dos planos de previdência, e há discussões legislativas para a elevação da alíquota.

Crescimento mesmo na recessão

O avanço dos seguros de vida ocorreu mesmo em um período no qual a recessão bateu à porta das famílias brasileiras. Iniciada no segundo trimestre de 2014, perdurou até o final de 2016 e acumulou uma queda de 8,2% do PIB (Produto Interno Bruto), sendo o pior período brasileiro desde a década de 1980. No entanto, para Vanessa, esse contexto de crise econômica na realidade ajudou a disseminar a importância do seguro de vida. A especialista explica que foi justamente em 2014 que começou a perceber um interesse mais forte de seus clientes por seguro de vida.

Para ela, outro fator que também contribuiu para essa transformação foi a disseminação, no Brasil, dos seguros de vida que possuem como característica a constituição de uma reserva atuarial. Essa é uma modalidade na qual o próprio segurado pode resgatar parte da reserva financeira constituída durante a vigência do seguro, reduzindo a sua cobertura. No entanto, é importante destacar que o resgate total do seguro cancela a apólice. Além disso, o resgate não corresponde à devolução dos prêmios pagos e, normalmente, existe um prazo de carência para que o resgate possa ser feito.

Para os próximos anos, a tendência deve ser de continuidade do crescimento na busca por seguros de vida no Brasil. “É difícil mensurar o quanto vai crescer, mas esse mercado está em ascensão, está inclusive ultrapassando os ramos elementares – que garantem cobertura para perda, dano ou responsabilidade sobre objetos ou pessoas, não incluindo os seguros de vida –, as pessoas estão entendendo a necessidade de proteção da vida e a importância do seguro de vida nas estratégias de sucessão”, diz Vanessa.

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