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Mulheres em busca de segurança financeira: conheça os mecanismos de proteção mais procurados

Produtos de seguro de vida são contratados como um modo de manter a segurança e a independência

O planejamento financeiro envolve algumas frentes. O primeiro passo é equilibrar a conta entre receitas e os gastos, para então seguir estratégias de acumulação e de proteção ao patrimônio. Para o Dia Internacional da Mulher, o InfoMoney conversou com uma especialista no assunto que explica como o público feminino tem compreendido a questão da proteção financeira.

Um dos melhores modos de se proteger financeiramente contra imprevistos é por meio da contratação de seguros de vida. Silvia Benucci, Head de Vida e Previdência na Cordier Investimentos, explica que o público feminino tem buscado essa alternativa com uma finalidade que vai muito além da indenização por morte: “elas escolhem proteções a tudo o que está relacionado à vida, como seguros contra doenças graves, acidentes pessoais e renda hospitalar”, afirma. Essas são modalidades normalmente comercializadas como itens opcionais durante a contratação do seguro de vida – não é possível contratar apenas a cobertura opcional de modo separado.

Esses seguros garantem o pagamento da indenização em uma série de situações cobertas e previstas na apólice. Uma das doenças, por exemplo, é o câncer de mama, com grande incidência entre as mulheres atualmente. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, nesse ano, serão registrados 59.700 novos casos. Quem busca a proteção financeira para esses casos, no entanto, deve se atentar que a indenização do seguro costuma ser paga somente para as situações previstas em contrato, nas condições gerais.

A cobertura de seguro de vida para os casos de câncer de mama é uma das mais relevantes para o público feminino, podendo ser contratada a cobertura de doenças graves na apólice do seguro. Com o benefício pago pela seguradora, a cliente pode usar o dinheiro da forma que desejar, como custear as despesas hospitalares e até buscar tratamento fora do país.

A contratação de itens opcionais é uma tendência forte no segmento de seguro de vida, trazendo os pagamentos de benefícios em vida para diferentes situações. Os seguros contra acidentes pessoais estão entre os maiores destaques nessa categoria, representando 15,6% de todas as parcelas pagas pelos clientes nos planos de seguros de pessoas, contra 39,3% de seguros de vida, segundo dados acumulados de 2017, até o mês de novembro, e divulgados pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Nesse mesmo período, os planos de risco em seguros de pessoas como um todo tiveram um faturamento de R$ 31,3 bilhões.

O cenário muda um pouco quando quem contrata o seguro são mulheres com filhos. Nesses casos, a cobertura por morte continua tendo um destaque maior no momento de estruturar o produto, de modo a proteger o futuro financeiro dos filhos.

Otimismo para os próximos anos

A especialista da Cordier Investimentos explica que o perfil da mulher que contrata um seguro de vida costuma ser de média a alta renda. “São mulheres independentes, que geram a sua própria renda e constroem a sua carreira, e elas contratam o seguro para ter a certeza de que essa independência vai continuar”, afirma.

Silvia prevê, ainda, que a participação feminina crescerá ao longo dos próximos anos. “O mundo financeiro e do seguro anda muito em paralelo à renda e à carreira”, afirma. “Então quanto mais avanços tivermos para a mulher ser independente financeiramente, ter a sua própria carreira e se empoderar, as decisões financeiras vão andar junto”, explica. No Brasil, embora tenham cada vez mais mulheres chefe de família nos lares brasileiros, elas ainda são minoria, o que significa que ainda há um grande caminho a percorrer nos próximos anos.

Um estudo publicado pela Fidelity Investments, uma instituição financeira norte-americana que traz números como US$ 6,1 trilhões sob sua administração e 26 milhões de clientes individuais, ainda chama atenção para o fato de que as mulheres, quando assumem o controle de sua vida financeira, têm mostrado bons resultados.

A empresa contratou uma firma independente de pesquisa para analisar uma amostra de seus clientes entre os dias 1 e 11 de dezembro de 2016, e descobriu que as mulheres tiveram um retorno médio 0,4% melhor do que os homens – diferença que pode gerar um forte impacto no longo prazo – e pouparam proporções maiores de seus salários.

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