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Mercado financeiro se fortalece como alternativa para empresas financiarem seus projetos

Nos nove primeiros meses deste ano, a participação das emissões de títulos de dívida no financiamento de projetos respondeu por quase 30% das operações

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EMPRESAS: acessar o mercado gera isenção de IOF e a possibilidade de indexação pela inflação 

As empresas brasileiras têm usado cada vez mais o mercado financeiro para captar recursos e financiar seus projetos. Nos nove primeiros meses deste ano, a participação das emissões de títulos de dívida no financiamento de projetos respondeu por quase 30% das operações, totalizando US$ 2,79 bilhões. Em 2017, essa fatia era inferior a 5%, US$ 404 milhões, segundo dados da Dealogic .

Os números revelam não apenas que as empresas estão acessando mais o mercado, mas também que o interesse dos investidores nesses ativos é grande. O cenário de juros baixos e volatilidade no mercado acionário aumenta a liquidez e faz crescer o interesse de investidores em outros ativos. Ao mesmo tempo, a retração do crédito do BNDES e de outras fontes subsidiadas faz com que as empresas procurem outras alternativas.

Além da isenção de IOF e do benefício fiscal (no caso das debêntures de infraestrutura), o mercado de capitais oferece como benefícios a possibilidade de indexação pela inflação (que traz maior segurança para o projeto), captação imediata dos recursos e, em especial, flexibilidade na amortização da dívida, que pode reduzir a necessidade de financiamento, quando comparado a sistemas tradicionais de amortização

Em março, a Entrevias, concessionária de rodovias recém-criada pelo gestora de private equity Patria Investimentos, captou R$ 1 bilhão em debêntures incentivadas. Foi o primeiro projeto de infraestrutura logística financiado integralmente pelo mercado de capitais no Brasil. O dinheiro será investido na ampliação e modernização da rodovia Centro-Oeste Paulista — trecho de 570 km ligando o estado de Minas Gerais ao Paraná.

A solução inédita da Entrevias conquistou o prêmio Best Road Financing, oferecido pela revista LatinFinance, especializa na cobertura de mercados financeiros e de capitais na América Latina e Caribe.  

“A demanda pelas debêntures da Entrevias superou as melhores expectativas. Com isso, a taxa do papel fechou no piso, IPCA + 7,75%, o que representa eficiência para a companhia de 50 bps em relação à taxa teto”, afirma Antônio Emílio Ruiz, gerente do Banco do Brasil — Banco de Investimentos (BB-BI). O BB-BI foi assessor financeiro da Entrevias desde sua preparação para o leilão da rodovia Centro-Oeste Paulista, até a captação no mercado. 

A assessoria financeira inclui serviços como leitura de mercado e do ambiente competitivo, estudos de viabilidade financeira do projeto, análise dos documentos licitatórios e do arcabouço regulatório. O projeto da Entrevias é mais um caso bem sucedido das soluções de Project Finance e mercado de capitais do BB-BI. Nos oito primeiros meses deste ano, o banco atuou na coordenação e estruturação de 53 operações no mercado doméstico de renda fixa, com volume acumulado de R$ 15,5 bilhões em operações de debêntures e notas promissórias.

A expectativa de especialistas é que esse cenário de captações no mercado financeiro se mantenha nos próximos anos. Muitas operações foram represadas pelo período eleitoral, enquanto outras empresas se preparam para investir após as reestruturações feitas nos últimos anos por conta da crise financeira. Junta-se a isso, os projetos do governo federal incluídos no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) a serem concedidos, com capex total que ultrapassa R$ 100 bilhões, e os programas de concessões em desenvolvimento por estados e municípios.

O BB-BI tem se destacado em uma postura para se estabelecer como líder de Project Finance no país, auxiliando empresas dos mais diferentes segmentos e portes.

 

 

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