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Dólar nas alturas não é só no Brasil: fatores externos respondem por maior parte da oscilação

Dados da Bloomberg Economics mostram que mais de 60% da movimentação da moeda foi decorrente de fatores externos

O dólar registrou um forte movimento de apreciação frente ao real nos últimos meses. Essa movimentação coincide com uma série de fatores internos - no final de março o Banco Central adotou a menor taxa de juros na história brasileira, de 6,50% ao ano, e em maio a greve dos caminhoneiros adicionou um novo grau de incerteza no Brasil e minou a confiança -, mas dados compilados pela Bloomberg Economics sugerem que o principal racional para a mudança no câmbio vem do exterior.

A equipe da Bloomberg Economics preparou um estudo com o objetivo de isolar os fatores externos da moeda para determinar até que ponto o cenário interno foi responsável pela apreciação do dólar. Até o final de março, o dólar registrava uma média de R$ 3,28, saltando para patamares próximos a R$ 3,80 no final de junho. Segundo o estudo, ao isolar os fatores externos da moeda, o nível para o dólar deveria estar em um intervalo entre R$ 3,40 e R$ 3,45. Ou seja, cerca de 65% da oscilação cambial seria decorrente dos fatores externos.

Essa conclusão ganha um reforço quando observamos a imagem abaixo. Ela mostra o comportamento do índice BBDXY, mostrando o comportamento do dólar frente a uma cesta de 10 moedas internacionais de grande relevância, como o Euro, Iene, Libra, Franco Suíço, entre outras.

dolarbloomberg

O movimento de apreciação do dólar começa a ganhar tração em meados de abril, justamente quando o noticiário norte-americano começa a destacar uma maior probabilidade de o Federal Reserve optar por um ciclo de quatro aumentos nas taxas de juros, em detrimento dos três aumentos que vinham sendo trabalhados como a maior probabilidade até então. As reuniões seguintes do banco central norte-americano confirmaram essa leitura.

Uma taxa de juros mais forte nos EUA torna o mercado mais competitivo para os investidores, atraindo dólares de todo o mundo. Neste cenário, o Banco Central brasileiro interveio no mercado com os leilões de swap cambial - o que equivale à oferta de dólares no mercado futuro, de modo a diminuir a cotação da moeda -, e os investidores vêm montando proteções no mercado futuro e ajustando as suas posições de acordo com as mudanças de cenário. Os tesoureiros corporativos também devem mudar a postura, e podem até mesmo encontrar soluções que permitem otimizar a estrutura de dívida das empresas.

Você quer saber como o mercado está se protegendo e quais são as oportunidades para os tesoureiros corporativos? Acesse o relatório completo para mais informações.

 

 

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