Em conteudo-patrocinado

Essa ação não depende do cenário eleitoral para valorizar, segundo a gestora Apex Capital

Papel está no TOP 5 da gestora. Entenda por que

Faltando menos de dois meses para uma eleição presidencial pra lá de imprevisível, o cenário é de incerteza para muitas empresas listadas em bolsa, que dependem amplamente do desenrolar das reformas econômicas do país. Mas há algumas que, não importa o vencedor das eleições, tem um cenário de sucesso nos próximos anos. É isso que a Apex Capital enxerga para a concessionária de ferrovias Rumo (RAIL3), que está no TOP 5 de ações da gestora independente.

O otimismo está alicerçado em dois pontos: o cenário de safra agrícola e o plano de negócios da empresa — que já passou da fase mais crítica. “É uma empresa que está bem posicionada para os próximos anos”, afirma José Torres, sócio da Apex Capital.

No cenário econômico, o avanço da agricultura continua, independente de outras partes da economia do país. A safra agrícola deve totalizar 226,8 milhões de toneladas neste ano, segundo previsão do IBGE — número pouco abaixo do de 2017, mas ainda assim ótimo. A região centro-oeste do país deve continuar sendo destaque de crescimento na agricultura. Essa é justamente uma das principais áreas de atuação da Rumo que tem malhas que se estendem sobre os estados de Mato Grosso e São Paulo e os estados da região sul do Brasil e transporta grãos desses locais até os portos. “A Rumo absorve bem essa perspectiva positiva que a gente tem para a safra brasileira”, afirma Torres.

O plano de negócios da empresa (que vai até 2020) gerou grande desconfiança no mercado em seu início, mas, para a Apex, foi importante para colocar a companhia nos eixos: sanando suas dívidas e lhe trazendo capacidade para crescer nos próximos anos. As mudanças se iniciaram em 2015, quando a Rumo concluiu o processo de fusão com a ALL — empresa até então altamente endividada e com boa parte de sua malha rodoviária deteriorada.

Para cumprir seu plano de investimentos, a Rumo teve que fazer dois aumentos de capital e usou esse dinheiro para cumprir dois passos fundamentais em sua recuperação. O primeiro passo foi sanar a situação financeira — o que exigiu a renegociação das dívidas para reduzir sua alavancagem e melhorar os resultados. O segundo passo foi o investimento na substituição de estradas e troca de locomotivas, que totalizou R$ 6,6 bilhões de 2015 até o primeiro semestre deste ano. “Esse investimento preparou a empresa para ganhar escala nos próximos anos. Com isso, seu custo vai ter uma importante redução”, afirma Torres, da Apex Capital.

Com as melhorias, segundo o business plan da companhia, o volume transportado pela Rumo deve chegar a 70 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) em 2020, ante os 49,7 bilhões de TKU no ano passado. E os bons resultados não param por aí: o Ebitda deve atingir um valor entre R$ 3,1 bilhões e R$ 3,2 bilhões em 2018. Para 2020, a previsão é que a companhia cumpra seu plano de gerar um Ebitda entre R$ 4,4 e R$ 4,6 bilhões.

Outros fatores positivos

O cenário da Rumo deve ser beneficiado também pelas deficiências que vêm sendo enfrentadas por seu principal concorrente: o caminhão. Se por um lado, os problemas com caminhões são prejudiciais para a Rumo, porque a companhia depende desse transporte para carregar seus vagões com os grãos; Por outro, a greve deflagrada pelos caminhoneiros em maio revelou o quanto o Brasil não pode depender apenas desse tipo de transporte para suas cargas. Com isso, as ferrovias ganharam uma importância ainda maior. “Toda essa incerteza traz um desequilíbrio do preço do frete no curto prazo, mas no longo prazo a situação dos caminhões é insustentável, os custos são muito altos. O trem é a melhor alternativa”, afirma Torres.

Há ainda outros fatores que podem beneficiar a Rumo, como, por exemplo, a guerra comercial entre Estados Unidos e China. A soja americana está sendo taxada em 25% para abastecer o solo asiático e, neste cenário, os grãos brasileiros se tornam ainda mais atrativos para a China. A soja brasileira é exportada para o país no Porto de Santos (SP), justamente onde a Rumo tem um complexo de terminais para exportação — interligado a duas malhas sob sua concessão: a Malha Norte e a Malha Paulista.

Existe ainda a possibilidade de expansão da própria Malha Norte, que hoje liga o Porto de Santos (SP) a Rondonópolis (MT), e poderia ser ligado até Sorriso (SP) com uma extensão adicional de aproximadamente 600 km — gerando ainda mais valor para a Rumo.  

A empresa também tem em pauta a renovação da Malha Paulista, que vence 2028. A empresa negocia essa extensão por mais 30 anos. A expectativa é que as discussões sobre a renovação voltem a mesa no próximo ano, passada toda a turbulência política. “Seria ótimo para a Rumo se a concessão fosse renovada, mas mesmo que não seja, isso não muda o cenário que vemos para a empresa”, diz Torres. A Rumo deve seguir em bons trilhos.

Clique aqui para conhecer a Apex Capital e seus fundos abertos para captação.

 

 

Contato