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Na contramão do mundo: política monetária do Brasil envia sinais mistos às empresas

Forte queda nas taxas de juros seria ótima notícia para as companhias brasileiras, não fosse o timing, que impõe condições mais difíceis para atrair o apetite do investidor estrangeiro

Em menos de dois anos, a taxa básica de juros do Brasil despencou para mais da metade. Uma combinação de fatores, passando por recessão econômica e queda nos preços de alimentos, levou a uma forte desaceleração inflacionária e permitiu que o Banco Central promovesse um grande alívio monetário. Esse movimento, no entanto, segue na contramão do que tem se observado nas principais economias desenvolvidas.

Segundo dados compilados pela Bloomberg, os bancos centrais dos EUA, Reino Unido, Japão, Zona do Euro e de outras fortes economias estão todos no meio de um processo de aumento nas taxas de juros, conforme pode ser observado na coluna “Variação Total” na imagem abaixo, onde são mostradas as expectativas para os juros em um horizonte de seis meses, tomando como base dados disponíveis no final do mês passado. Economias emergentes, como China e Índia, e vizinhos latinos, como Chile e Colômbia, também seguem no mesmo caminho.

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A tendência de elevação nas taxas de juros vem na esteira da melhora na atividade econômica. Muitos desses países atravessaram anos de taxas extremamente baixas, como uma medida de estímulo. Agora, com os sinais de retomada, esses grandes mercados estão em um caminho de normalização da política monetária.

Esse cenário de juros baixos na contramão do mercado global significa que existe um risco de fuga de capitais do Brasil para outros países emergentes e mercados desenvolvidos, como EUA e Europa, justamente em um momento no qual as empresas brasileiras têm condições muito mais atrativas para captar recursos no mercado.

Os sinais mistos que o tesoureiro corporativo recebe neste cenário se deve ao fato de o  mundo financeiro estar cada vez mais globalizado. O investidor estrangeiro procura as melhores oportunidades em todos os mercados, e neste cenário global de aperto monetário o Brasil agora terá uma competição muito mais forte para atrair o apetite desses investidores. Mesmo assim, as empresas brasileiras podem encontrar boas oportunidades para conduzir suas estratégias financeiras nos próximos meses.

Para oferecer um panorama do cenário atual mais aprofundado e detalhar o que esperar para este e os próximos anos, a Bloomberg preparou um relatório especial sobre o tema. Clique aqui para baixar.

 

 

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