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Crise financeira global: uma década em gráficos

Entenda como a economia mundial tem se comportado desde a crise que teve início em agosto de 2007 e massacrou a indústria financeira

O último mês de agosto marcou o aniversário de dez anos do ínício da crise financeira global, que se deu a partir de uma sucessão de falências de instituições financeiras, nos Estados Unidos e na Europa, e que levou à pior recessão mundial em décadas e a anos de crescimento lento e retomada econômica dolorosa.

Em 9 de agosto de 2007, o Banco Central Europeu inundou seus mercados financeiros com bilhões de euros de um fundo emergencial para evitar o colapso do sistema bancário do continente. Isso aconteceu depois que o francês BNP Paribas, na esteira de outros bancos, teve de encerrar abruptamente fundos de investimento atingidos pelo colapso dos títulos hipotecários norte-americanos.

Apesar do aporte do BCE, durante os 18 meses seguintes, diversos bancos na Grã-Bretanha, Alemanha, nos Estados Unidos e em vários outros países continuariam em colapso. Em meio a esse caos financeiro, o banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers decretou falência em setembro de 2008, desencadeando pânico nos mercados mundiais, uma recessão profunda e um eventual pacote de resgate pelo governo dos EUA, Federal Reserve e outras potências econômicas do G20.

A seguir, apresentamos sete gráficos que ilustram a forma como a economia global tem se comportado desde a crise:

Comércio global e crescimento do PIB

Após cair drasticamente na sequência da crise financeira, a percentagem do comércio global em relação à produção e ao crescimento geral se recuperou, mas ainda permanece abaixo do nível pré-crise.


Fonte: Thomson Reuters Datastream

Equities globais sobem, rendimentos caem

O MSCI, principal índice mundial de ações, recuperou-se desde então, e, em agosto, chegou a atingir novos recordes – caminhando, inclusive, para o seu mais longo período de alta desde 2003 –, mas encontra-se apenas 22% acima dos níveis de dez anos atrás. Já o rendimento dos benchmarks de dívida pública de 10 anos caiu pela metade, uma vez que os bancos centrais armazenaram títulos.


Fonte: Thomson Reuters Datastream

Ações de bancos ainda não se recuperaram

Após a indústria financeira ter quase sucumbido à crise de 2008, as ações de bancos têm se mantido à margem da recuperação vista desde então no mercado de ações mundial.


Fonte: Thomson Reuters Datastream

Inflação baixa, rendimentos baixos

Embora o crescimento mundial tenha voltado a tocar as médias históricas, o nível de inflação ao redor do globo não conseguiu retomar a normalidade. Isso porque o crescimento dos salários em países desenvolvidos permanece baixo.


Fonte: Thomson Reuters Datastream

Custos de empréstimos bancários e volatilidade despencam

Uma quebra de confiança entre os bancos – diante de crescentes taxas de empréstimos interbancários –, representou o epicentro da crise há uma década. Em meio a esse cenário e à preocupação com a estabilidade do sistema bancário como um todo, a volatilidade nos mercados financeiros atingiu patamares recordes. Desde então, graças às continuadas intervenções de bancos centrais e a uma regulação mais apertada, os canais de empréstimos interbancários foram reabertos e a volatilidade do mercado de ações despencou neste ano para o seu nível mais baixo em décadas.


Fonte: Thomson Reuters Datastream

Dívida global continua a inflar

Mesmo que uma bolha de crédito e empréstimos excessivos tenham sido as causas da crise – e as tentativas de desalavancagem, responsáveis por grande parte da sofrida recuperação – dados do Institute for International Finance mostram que o nível da dívida global continuou a aumentar de lá para cá.

Fatia dos salários no PIB cai

Diante da estagnação dos salários desde a crise, os lucros das empresas em relação ao crescimento total da economia tem aumentado de forma acentuada. Essa indigesta combinação tem levado ao descontentamento generalizado entre os eleitores e a resultados surpreendentes nas eleições de vários países, fatores que fomentam a incerteza política e econômica ao redor do globo.


Fonte: Thomson Reuters Datastream

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