Coffee Stocks: o novo programa do Stock Pickers

No segundo dia, gestor da Moat explicou por que zeraram os bancos

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

Que tal tomar um café com o Stock Pickers todos os dias que tiver bolsa?

Esta é a nova proposta do nosso novo programa, o Coffee Stocks, nosso boletim diário que vai ao ar diariamente, ao vivo, no nosso Instagram. Serão 13 minutos de conversa com protagonistas do mercado de ações. Um papo reto, direto e objetivo, como todo conteúdo matinal e diário do nosso mercado precisa ser.

A live tem início as 7h15, mas a conversa só começará as 7h17 (tempo pra conectar o convidado e todos chegarem à live). Às 7h30 encerramos, e o conteúdo só fica disponível no Instagram, pelas próximas horas. Quem viu, viu; quem não viu, perdeu.

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Agora você poderá tomar um café com o Stock Pickers todos os dias que tiver bolsa. Estreia na segunda o Coffee & Stocks, o boletim diário do Stock Pickers que será transmitido via live no Instagram. A live tem início as 7h15 mas a conversa só começará as 7h17 (tempo pra conectar o convidado e todos chegarem na live) e vai até 7h30. São 13 minutos de duração, para que a conversa seja direta e reta – como todo conteúdo matinal tem que ser. O programa estreia nesta segunda-feira (23/3) com André Ribeiro, da Brasil Capital. O André conversou nos últimos dias com todas as empresas que ele possui na carteira. A conversa deve ter sido estimulante, pois a Brasil Capital vai reabrir seu fundo de ações nesta semana. Teremos 13 minutos pra descobrir quais foram as empresas que mais chamaram a atenção do André. Agora temos um encontro marcado toda manhã no Instagram. Prepare seu café e conecte-se conosco! ☕️ 💰 #stockpickers

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Primeiros dias

No primeiro dia, o programa começou com André Ribeiro, gestor da Brasil Capital. Ele contou que nos últimos dias conversou com representantes de todas as empresas que ele possui na carteira. A conversa deve ter sido estimulante, pois a Brasil Capital vai reabrir seu fundo de ações nesta semana.

Hoje, o papo foi com Luiz Aranha, gestor da Moat Capital. Tivemos problemas no Instagram que prejudicaram a transmissão, por isso segue um resumo abaixo (mas não se acostumem, nosso encontro será por lá mesmo, todos os dias).

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O que vocês estão vendo e fazendo nesse cenário?
Primeiro vou falar como que vimos essas fortes quedas de mercado: grande maioria das pessoas foi pega de surpresa e para nós não foi diferente. Nos frustramos bastante com o tamanho e rapidez da queda. Esse tipo de crise no sentimento das pessoas e na perspectiva de ter um lockdown prolongado fez o mercado entrar no “race to the bottom” (vendendo até o chão e sem qualquer parâmetro de valuation), mercado perdeu a referência de preços e por isso as quedas foram assustadoras. Porém a volatilidade vai passar e as empresas ficam. As implicações de longo prazo serão muito mais das atitudes dos governantes do que propriamente do vírus. O vírus vai passar em pouco tempo, mas o que os governos estão fazendo não.

Trocarando Vale por Petrobras
Durante a crise, estávamos com Vale em carteira, que acabou defendendo muito bem já que o minério não caiu. Ao mesmo tempo, petróleo caiu 60% após e a Petrobras perdeu 1/3 do valor. No longo prazo, o movimento brusco do petróleo tira toda a capacidade de investimento das empresas e nesse momento, Petrobras parece mais interessante do que Vale ainda que a mineradora pareça mais barata por conta do minério não ter caído. Olhando o filme das commodities, a assimetria para Petrobras é maior do que a assimetria que enxerga na Vale, pois o preço do minério não caiu e se tivéssemos uma depressão o preço do minério vai ter que cair. Entenderam que todo o mercado entrou em uma espiral negativa, principalmente empresas que fizeram captações robustas e que mesmo assim caíram para frações do seu valor. A última delas talvez seja a Cogna, que embora possa ter algum problema de inadimplência, fez uma captação a R$ 11, é outra empresa que estamos comprando. Estratégia é olhar para as empresas que sairão da crise mais fortes.

Por que quase zeraram Bancos?
Setor de Bancos era uma posição grande do fundo, entendíamos que os bancos estavam baratos e acreditávamos que todo o barulho envolvendo fintechs havia deprimido muito as ações do setor, e Nessa última semana eles caíram mais ainda. Mesmo assim, em nossa opinião os bancos serão os mais afetados pela crise. As empresas da bolsa são as líderes em seus setores, vão conseguir capital de giro para atravessar esse momento, já os bancos são aqueles que sofrerão com o pequeno e médio negócio e que vão passar por mais dificuldades. Além disso, apesar da queda dos bancos, tiveram outras ações que caíram ainda mais, ficando relativamente mais baratas. Tiramos bancos e diversificamos a carteira.

Carteira
A maior alteração dentro da carteira foi sair de bancos e comprar uma carteira mais diversificada e barata. A carteira do fundo aumentou de 25 para 35 posições e 100% comprada. Também compramos o setor de energia elétrica e construturas.

Maiores posições
Lojas Americanas (LAME4), B2W (BTOW3), Cemig (CMIG4), Petrobras (PETR4)

Conclusão
Para finalizar, eu nunca vi um mercado tão barato. Obviamente que não foi fácil, a perda foi muito grande, mas as pessoas colocaram no preço uma depressão muito profunda sendo que a probabilidade disso acontecer é muito baixa.

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações. Assista – é de graça!

Stock Pickers

Stock Pickers é o maior podcast sobre ações do Brasil. Reúne gestores, analistas, traders e investidores em um debate sobre mercado e seus movimentos.