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Uber ou helicóptero com para-quedas?

Neste post, o autor traça um paralelo entre as opções de transporte e modalidades de investimento
Por  Equipe InfoMoney
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Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

Muitas vezes o mercado financeiro imita a vida real.

Por isso, tentarei ser prático. Imagina se você tivesse um compromisso do outro lado da cidade e este fosse o mais importante da sua vida, mas tivesse apenas duas opções para chegar lá.

A primeira pegando um Uber que, usando o Waze, aponta para um trajeto de 40 minutos (ao menos nas minhas experiências, a acurácia tem sido grande).

Ou, você pode chegar lá pegando um helicóptero, e acima do prédio, onde o compromisso lhe espera, saltar de para-quedas (já que nessa história o prédio onde o compromisso lhe espera não tem heliponto).

Considerando a urgência do compromisso, e supondo, a maior velocidade do helicóptero, talvez você escolha a libélula de aço, apesar do certo “custo” mais alto.

Mas há mais risco. Ainda mais se você não sabe o momento exato de pular, e nem como puxar as cordinhas do pára-quedas.

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Pois é. A vida não é fácil.

No entanto, em alguns poucos momentos pode ser sim, aliás bem fácil.
E se eu te disser que depois de todas as peripécias o helicóptero, você chegará ao seu compromisso no mesmo horário?

Logo, você, como todas as pessoas, irá escolher o Uber.

Voltemos ao mercado financeiro. Sabe o Uber? É o CDI. Tem menos risco, mais previsível, e é o que você mais está acostumado. Já o helicóptero são as NTN-Bs nos dias de hoje. Pode até aparentar mais “retorno”, mas oferecem o mesmo benefício do Uber só que com mais risco.

Agora, com paralelo feito, posso explicar porque, as NTN-Bs são mais arriscadas hoje em dia, do que o simples e fácil CDI.

As NTN-Bs já tiveram uma performance extraordinária entre 2015 e 2016. A taxa do título com vencimento 2022, por exemplo, saiu de 7.85% a.a. (máxima em setembro 2015), para 5.25% a.a.. atualmente, fazendo os títulos valorizarem por volta de 10% (além do CDI) no período.

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Só para termos uma ideia, para essa performance acontecer novamente as taxas dos títulos teriam que ir para 2.65% a.a., o que nos parece improvável, já que a mínima dos últimos 5 anos foi de 3.20% a.a. e nunca uma NTN-B de prazo semelhante atingiu tal patamar (poderíamos até aprofundar a análise macroeconômica, mas prefiro deixar para outra ocasião).

Ou seja, vamos de Uber mesmo, né? Se ainda assim preferir de helicóptero, que seja pelo menos com algum desconto. Que tal um título indexado a inflação como a NTN-B, mas isento de imposto de renda?
Escolha bem o emissor e boa viagem!!!

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