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Os três cenários para a Cielo após a disparada de 15% das ações na véspera

Papéis saltaram na última quinta-feira com a notícia (não confirmada) de que o BB poderia vender a sua participação na Cielo 

Cielo
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A notícia do Broadcast de que o Banco do Brasil (BBAS3) estaria cogitando vender toda a sua participação (28,65%) na Cielo (CIEL3) fez as ações dispararem 15,23%, na maior alta desde a abertura de capital.

Vale destacar que o Bradesco (BBDC4), que possui uma fatia de 30,06% na companhia, teria preferência na compra. 

Em relatório, os analistas do Credit Suisse apontam três cenários possíveis para a Cielo após a notícia: 

1. O Banco do Brasil nega a intenção de venda da participação, tornando o desempenho da ação na véspera injustificado. A Cielo negou saber de movimentações neste sentido, enquanto nem o Bradesco nem o BB confirmaram discussão sobre o assunto. 

2. As ações seriam vendidas no mercado aberto, deixando a Cielo sem um importante canal de distribuição, que é o BB (ou no mínimo reduz as chances da Cielo conseguir descontos em taxas com a estatal). Isso provavelmente pressionaria o papel.

3. O Bradesco exerce seu direito sobre a fatia do BB e faz uma potencial oferta sobre as ações restantes no mercado, possivelmente oferecendo um prêmio.

"Considerando o preço de fechamento de quinta-feira, somente a fatia do BB valeria R$ 6,5 bilhões e, considerando a participação adicional detida pelos minoritários, o total seria de R$ 15,9 bilhões", apontam os analistas.

Para os analistas do Credit Suisse, a venda da participação poderia aumentar a chance do Bradesco fazer uma oferta e seria positivo ter o banco privado como único controlador. 

Isso porque haveria mais facilidade para que a Cielo entrasse de forma mais agressiva nos negócios de banking e crédito. Porém, ainda há muitas dúvidas sobre como os lucros seriam divididos entre as duas.

"Também vale destacar que, em um cenário de venda da participação, o BB poderia perder também o controle sobre a Cateno, o que criaria potenciais desalinhamentos sobre a estratégia a ser seguida por essa última", afirma o Credit Suisse. 

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