Em cielo

Cielo quer indicador de preço final da indústria de maquininhas

Líder do setor diz que negocia com órgãos reguladores a criação de um medidor de custo efetivo total  

Cielo 01 - Fachada empresa
(Divulgação Cielo)

SÃO PAULO – Em meio a uma forte guerra de preços entre credenciadoras de cartões, a Cielo, líder do setor, publicou nesta sexta-feira um anúncio de página inteira nos principais jornais do país clamando por clareza sobre o custo efetivo total da indústria.

Em comunicado enviado à imprensa, a companhia defende a criação de “um indicador que apresente com clareza o custo efetivo total (CET) praticado na nossa indústria, da mesma forma como foi feito no crédito do setor bancário”. Segundo o texto, “conversas com órgãos reguladores do mercado já começaram”.

Leia também:
Banco Safra entra na guerra das maquininhas e zera taxas para algumas transações
Cielo anuncia pagamento instantâneo e devolução do valor da maquininha
Pagseguro anuncia pagamento instantâneo para transações de crédito e débito

Desde o início do ano a Cielo afirma que sua meta é oferecer o menor custo final para o cliente, estratégia que vem diluindo as margens há dois trimestres.

“Para nós, é muito importante que eles possam, de forma simples e clara, comparar o custo total do serviço, que é composto pela compra ou aluguel da maquininha, taxas de desconto e adiantamento do recebimento das vendas”, diz a Cielo, no comunicado. Nos últimos dias, praticamente todos os players do setor cortaram taxas em alguma dessas frentes, sem, no entanto, especificar se haveria mudanças nas demais. 

“Acreditamos que a transparência acabará de vez com pegadinhas, asteriscos, letras miúdas e condições impossíveis de serem cumpridas”, complementa.

Guerra de preços

Parte do relatório, denominado “Compromisso Cielo”, foi cita indiretamente algumas das estratégias das concorrentes.

“Não estamos presos a limites de faturamento ou ao porte da empresa. Apoiamos do pequeno ao grande empreendedor”, diz a Cielo, poucos dias depois de a Rede, do Itaú, anunciar medidas específicas para clientes com faturamento de até R$ 30 milhões por ano. Na quinta-feira (2), a ação CIEL3 caiu 2,47% na esteira dessa notícia. 

A Cielo também lembra quais são suas próprias armas na guerra de preços do setor: devolução do valor da maquininha para clientes com vendas a partir de R$ 1,6 mil no crédito por 3 meses; redução das taxas do plano de aluguel Cielo Livre, com fim da taxa de antecipação no crédito à vista e isenção do aluguel para faturamento mensal acima de R$ 5 mil; pagamento instantâneo na conta digital Cielo a partir do fim do mês.

Invista melhor o seu dinheiro. Abra uma conta gratuita na XP. 

 

Tudo sobre:  Meios de pagamento  

Contato