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Cielo divulga resultados nesta terça; saiba o que esperar

Mesmo sem o peso das últimas investidas da concorrência, o trimestre passado foi difícil para a gigante de adquirência  

Cielo 01 - Fachada empresa
(Divulgação Cielo)

SÃO PAULO – Está marcada para esta terça-feira (23), depois do fechamento da Bolsa, a divulgação dos resultados da Cielo referentes ao primeiro trimestre de 2019. No mercado, o sentimento geral é de apreensão por uma gigante que enfrenta concorrência crescente.

Nos últimos 7 pregões, as ações da Cielo acumularam forte baixa de 17,5%. Um destaque negativo foi a quinta-feira da semana passada, quando despencou 7,6% depois que o Itaú zerou a taxa de antecipação de recebíveis da Rede. Na segunda-feira, a queda foi de 2,9% depois que o PagSeguro anunciou uma nova política de pagamento aos lojistas. Nesta manhã, o papel alguma recuperação, subindo perto de 5%.

A própria Cielo deu a letra quando anunciou os resultados de 2018: agora é o momento de investir em marketing, vendas e eficiência operacional para retomar mercado, e as margens provavelmente ficarão deterioradas nos próximos meses graças a isso. Palavras do próprio CEO, Paulo Caffarelli: “voltamos para o jogo”.

O que dizem os analistas

De acordo com a XP Investimentos, os resultados “devem ser afetados pela agressividade da empresa nos preços e pelos investimentos em marketing e pessoal”.

Eles afirmam que os concorrentes e as metas revisadas da companhia levaram à contratação de times comerciais para fortalecer o relacionamento com os clientes. “Esperamos que a receita líquida e o lucro líquido contraíam 6,5% e 37% ano a ano, respectivamente”, calculam, em relatório.

O JP Morgan também vê o último trimestre como um período de sufoco para a líder do setor, graças a pressões sobre custos e receitas e à própria sazonalidade dos três primeiros meses do ano. Para os analistas do banco, o foco principal deste balanço deve ser a movimentação (aumento ou queda) no número de clientes ativos trimestre a trimestre.

Futuro nebuloso

Se os últimos três meses foram difíceis, os próximos tendem a ser ainda mais. O analista do setor André Martins estima que entre 10% e 20% do lucro comprometido se aplicasse a mesma política da Rede para antecipação de recebíveis. E, depois que a SafraPay e a PagSeguro reagiram quase instantaneamente, a pressão dos clientes em cima da líder do mercado tende a apertar. 

"Um movimento competitivo dessa magnitude exige alguma contrapartida dos concorrentes", diz Martins. "É muito difícil que não haja uma contrapartida, mas ainda estamos tentando entender qual será". 

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