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ADRs da Cemig disparam 6% em Wall Street após pesquisa eleitoral mostrar Zema favorito

Em dia de feriado no mercado brasileiro, papéis de companhia elétrica negociados nos EUA repercutem corrida eleitoral. Pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná mostra candidato Romeu Zema com 73,6% das intenções de voto em Minas Gerais

Romeu Zema

SÃO PAULO - Após acumularem um salto de até 27% na B3 nesta semana, as ações da Cemig (CMIG3, CMIG4) podem manter o ritmo de recuperação de valor com a volta das atividades no mercado brasileiro após o feriado. Nesta sexta-feira (12), dia sem negociações na bolsa em função do feriado de Nossa Senhora Aparecida, os papéis da estatal mineira negociados em Wall Street apresentam uma nova disparada. Às 12h23 (horário de Brasília), os ADRs CIG subiam 6,06%, cotados a US$ 2,80.

Além de acompanharem o movimento de recuperação visto entre os principais papéis de empresas brasileiras negociadas no mercado norte-americano nesta sessão, os ADRs da companhia elétrica também refletem o cenário eleitoral. Mais cedo, uma pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas mostrou que o empresário Romeu Zema (Novo) lidera a disputa para o governo de Minas Gerais com 73,6% dos votos válidos, contra 26,4% registrados pelo senador Antonio Anastasia (PSDB).

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O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral com o código MG-06869/2018, foi feito entre os dias 9 e 10 de outubro e ouviu 1.750 eleitores em 82 municípios. A margem de erro estimada é de aproximadamente 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo.

O desempenho de Romeu Zema na corrida para o Palácio da Liberdade é o principal motivo por trás da disparada das empresas estatais mineiras na B3 nos últimos dias. O empresário surpreendeu todas as expectativas no último domingo não só ao conseguir desbancar o atual governador Fernando Pimentel (PT) e ir ao segundo turno, como ser o candidato mais votado no primeiro turno, com 4.138.967 votos.

O que era impensável há duas semanas agora tornou-se o cenário mais provável. Nos últimos cinco dias de campanha antes do primeiro turno, Zema foi de 10% das intenções de voto nas pesquisas para 42,73% dos votos válidos e tornou-se favorito para governar Minas pelos próximos quatro anos. Tal cenário mexeu com as ações de estatais mineiras negociadas no mercado. A expectativa de investidores agora é que a onda laranja seja capaz de tirar do papel um plano de privatizações destas empresas.

Em entrevista concedida ao InfoMoney na última segunda-feira (8), Zema confirmou interesse em privatizar a Cemig e a Copasa (CSMG3) caso eleito. O candidato, porém, disse que as medidas não seriam imediatas, e que, primeiro, gostaria que as companhias atingissem um valor de mercado justo. "Privatizar essas empresas 

imediatamente não é prioridade, pelo valor de mercado delas, que não vai resolver o problema de contas do estado. Mas já quero deixá-las totalmente profissionalizadas, enxutas. Pela primeira vez, será presidente da Cemig e da Copasa quem está lá há 15 ou 20 anos, e não um deputado, como tem acontecido", afirmou o candidato.

"Isso já vai ser excepcional para que essas empresas melhorem o desempenho. E estaremos preparando a privatização assim que o valor de mercado delas subir e remunerar melhor o estado. Esse, com toda a certeza, será o caminho", complementou.

O horizonte para um avanço da agenda de desestatizações, contudo, ainda é desafiador. Caso eleito, Romeu Zema terá de construir maioria na Assembleia Legislativa, onde o Novo formou bancada com 3 deputados em um total de 77 assentos. O partido com maior representação na casa continua sendo o PT, com 10 assentos. Logo atrás, MDB e PSDB contam com 7 deputados cada.

A despeito dos desafios para a onda privatizante, o mercado está apostando em mudanças caso Zema assuma o Palácio da Liberdade a partir de janeiro de 2019. "Realmente [formar uma coalizão] vai ser um desafio, mas eu sempre fui uma pessoa muito aberta ao diálogo. Quero conversar com cada um dos 77 deputados estaduais para conhecê-los e saber o que cada um tem de demanda para sua região ou categoria que representa. Quero fazer um trabalho muito diferente do distanciamento que sempre houve entre Executivo e Legislativo", disse.

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