Em celesc

Dividend yield de 26%: o motivo da disparada de 36% das ações da Celesc hoje

Juntamente com os dividendos, a companhia anunciou um robusto resultado anual, com o lucro mais do que dobrando em 2014 quando comparado a 2013

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SÃO PAULO - As ações da Celesc (CLSC4) dispararam hoje na Bovespa. Os papéis da estatal elétrica catarinense fecharam com forte alta de 36,24%, a R$ 18,31, praticamente na máxima do dia, no maior patamar desde dezembro de 2013. No radar da empresa, um balanço que surpreendeu o mercado e "gordos" dividendos aos acionistas. 

A companhia mais do que dobrou o lucro em 2014, passando de R$ 198,9 milhões para R$ 513,1 milhões - crescimento de 158% -, em um resultado bastante elogiado pelo BTG Pactual. O banco ressaltou principalmente o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do quarto trimestre, que saltou 3.060%, para R$ 744,4 milhões, contra R$ 198 milhões de expectativa, mas ajudado por uma reversão de ativos/passivos regulatórios no valor de R$ 395 milhões e pela revisão da provisão de revisão tarifária de R$ 222 milhões. No ano, o Ebitda passou de R$ 353,3 milhões para R$ 1,003 bilhão, avanço de 184%. 

Além dos números, que tiveram uma leitura bem positiva, a companhia anunciou dividendos de R$ 146 milhões em 2014, ou R$ 3,5771 por ação ordinária e R$ 3,9348 por ação preferencial, o que corresponde a um payout (dividendos/lucro líquido, ou seja o quanto do lucro da empresa está sendo distribuído aos acionistas na forma de dividendos) de 30%. A cifra também pode ser lida como um "impressionante" dividend yield (dividendos/valor da ação) de 26,4%, destacou  o BTG Pactual. O indicador demonstra a relação do valor pago em forma de proventos com o preço atual da ação. Levando em consideração os papéis preferenciais (mais líquidos), a conta seria o valor de R$ 3,9348 (dividendos pagos aos detentores dos papéis PNs) dividido por R$ 14,90 (preço de fechamento do papel em 2014) - o que corresponde, na prática, a pouco mais de um quarto de ação em remuneração aos acionistas por cada papel que possua. 

Em relatório, o BTG Pactual comentou que, apesar do resultado robusto, a companhia não terá energia livre em 2016 e com um cenário difícil na parte hidrológica, a forte geração de caixa da empresa deve cair consideravelmente e o GSF (déficit na geração hídrica, na sigla em inglês) deve manter uma forte preocupação. O banco manteve recomendação neutra para as ações da Celesc. 

 

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