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Restrição de receita motivou Celesc a não aceitar proposta de renovação

Pela proposta do governo, a companhia teria restrição de receita da ordem de 79,0%

usina hidrelétrica de Itaipu - Brasil - Paraguai - energia
(Wikimedia)

SÃO PAULO - A Celesc (CLSC4) informou que a diretoria e o conselho de administração da companhia negaram a proposta de renovação das concessões feita pelo governo - via Medida Provisória 579 - por conta de "premissas de caráter técnico". Entre os fatores listados, a empresa citou a restrição de receita da ordem de 79,0%.

A companhia acrescentou que o VPL (Valor Presente Líquido) negativo das usinas passíveis de renovação de aproximadamente R$ 600,0 milhões também é outro motivo que colaborou com a decisão.

Nesta sexta-feira (23), a elétrica informou que não concordou com a renovação das concessões das Usinas Hidrelétricas Bracinho, Garcia, Cedros, Salto, Ivo Silveira, Palmeiras e Pery.

Sobre a usina Pery, a companhia relatou que o valor estimado da indenização dos ativos não depreciados ao final da concessão é de cerca de R$ 74,0 milhões, prevista para agosto de 2017, porém sujeito a reavaliação por parte do órgão regulador.

O tema sobre a renovação, contudo, ainda estará na pauta da próxima Assembleia Geral de Acionistas, que será realizada no dia 30. 

A Celesc tem sete PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) cujas concessões estão vencendo. O governo de Santa Catarina é o maior acionista da companhia, com 20,2% do capital total, seguido pela Previ (14,5%) e a Eletrobras (10,8%). A Fundação Celesc de Seguridade Social (Celos) tem 3,4%. A Celesc tem 76,1% de ações no mercado.

 

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