Profissão ascendente

Veja o perfil dos correspondentes de crédito no Brasil

Segundo dados do Banco Central, hoje existem mais de 160 mil correspondentes no País e mais de 180 mil postos de atendimentos

SÃO PAULO – A ampliação e a democratização do crédito em território nacional fez aumentar significativamente o número de profissonais que fazem o elo entre o consumidor e a instituição financeira. Segundo dados do Banco Central, hoje existem mais de 160 mil correspondentes no País e mais de 180 mil postos de atendimentos mantidos por este tipo de profissional. No entanto, não há dados que traçam seu perfil.

A ANEPS (Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes), em parceria com o Instituto Totum, está fazendo um processo de certificação dos correspondentes e, com base nos dados já coletados, a associação descreveu o perfil dos primeiros cinco mil agentes de correspondentes certificados.

Perfil
O levantamento mostra que 71% dos agentes são do sexo feminino e apenas 29% do masculino. “Os dados refletem a realidade de mercado. As mulheres realmente conseguem prestar ao cliente um atendimento diferenciado”, analisa o vice-presidente da ANEPS, Marciano Testa.

PUBLICIDADE

Já sobre o nível de escolaridade, quase metade destes profissionais tem ensino Médio completo e 36% possuem nível Superior. Apenas 7% têm Superior incompleto, 3% não terminaram o nível Médio e 5% possuem apenas o ensino Fundamental.

Segundo Testa, a pesquisa confirma o esforço dos correspondentes na busca por melhor qualificação dos profissionais no momento da contratação. “O grande desafio é criar condições para o desenvolvimento e a retenção dos profissionais por meio de políticas internas de benefícios e planos consistentes de carreira”, enfatiza.

O próprio processo de certificação da ANEPS caminha neste sentido. “Além de regulamentar a profissão, a certificação representa uma evolução para a categoria por elevar a qualificação do profissional, tornando operações financeiras mais seguras e transparentes para o consumidor”, afirma o diretor do Instituto Totum, Fernando Lopes.

Por faixa etária, a maior concentração registrada foi entre 25 e 30 anos, com 34% do total. Em seguida, aparecem os profissionais com 18 e 24 anos de idade, que correspondem a 29%, e entre 31 e 40 anos, 21%.

Para Testa, a atividade atrai muitos jovens no início de carreira pelos planos de inclusão no mercado de trabalho, como estagiários conveniados com instituições e pessoas participantes do “Primeiro Emprego”.