Variação salarial de executivos é a menor entre demais posições

Estudo aponta que profissionais que ocupam posições operacionais tiveram acréscimo de 7,9% no salário entre 2010 e 2011

SÃO PAULO – Entre 2010 e 2011, o salário dos executivos foi o que registrou a menor expansão, comparando com os rendimentos dos profissionais não-executivos e aqueles que ocupam posições operacionais.

De acordo com um estudo elaborado pela consultoria Mercer, o salário dos executivos subiu 5,1% entre 2010 e 2011. Vale destacar que este avançou foi levemente superior ao registrado entre 2009 e 2010, quando o rendimento dos executivos cresceu 5,0%.

Outras posições
Os não-executivos por sua vez tiveram um acréscimo de 6,9% em seu salário, também na comparação entre 2010 e 2011. O destaque, no entanto, ficou com a alta de 7,9% do salário daqueles que ocupam posições operacionais nas empresas.

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O estudo ainda mostrou dados por cargos, avaliando os salários dos presidentes, diretores, gerentes, coordenadores e demais profissionais. No caso daqueles que ocupam a presidência das empresas, o estudo revela que as empresas nacionais pagam 10% a mais do que a média do mercado. As estrangeiras, no entanto, pagam 3% a menos do valor base do mercado.

Porte das empresas
Segundo o porte da empresa, aquelas que têm um faturamento anual de até US$ 250 milhões pagam para os presidentes 25% a menos do que a média do mercado. As que possuem faturamento na faixa de US$ 251 milhões até US$ 1 bilhão, pagam 8% a menos do que a média do mercado.

As empresas que melhore remuneram seus presidentes são aquelas que possuem faturamento acima de US$ 1 bilhão, já que pagam 40% a mais para seus presidentes do que a média do mercado.

Em relação à posição de diretoria, empresas nacionais (+4%) e estrangeiras (-1%) remuneram praticamente em linha com a média do mercado. Considerando o porte das empresas, a maior diferença é encontrada naquelas que possuem faturamento superior a US$ 1 bilhão, que remuneram seus diretores com salários 12% acima da média do mercado.

No caso dos gerentes, as empresas com faturamento anual acima de US$ 1 bilhão também pagam melhor. Os gerentes nesse tipo de empresa ganham cerca de 10% a mais do que a média do mercado.

Supervisores e coordenadores encontram salários menores nas empresas nacionais, já que estas remuneram cerca de 9% a menos do que a média do mercado. Essa posição em empresas com faturamento acima de US$ 1 bilhão é remunerada com acréscimo de 8% em relação à média do mercado.

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Presidentes e diretores
Tomando o Chile como base, o estudo da Mercer apontou que um presidente de uma empresa localizada no Brasil ganha, em médica cerca de 97% a mais. Na Colômbia e Equador, os presidentes ganham 1% e 7% a menos do que no Chile. Na Venezuela, porém, o salário é bem inferior, 33% menos do que no Chile.

Na posição de diretoria, a Mercer mostrou que um diretor no Brasil ganha, em média, 25% a mais do que um diretor no Chile. Apesar da diferença, o custo de vida brasileiro é 34% superior ao custo de vida chileno. Na Colômbia, por outro lado, um diretor ganha 30% a menos do que no Chile, apesar do custo de vida colombiano ser 3% superior ao chileno.

Na Argentina, o estudo revela que um diretor ganha 39% a menos do que no Chile, e o custo de vila lá é 19% inferior ao do Chile.

Diferença salarial no Brasil
O estudo também fez uma comparação salarial para o nível executivo no Brasil. Tomando os salários praticados em São Paulo como base, no Rio de Janeiro paga-se 5% a menos. No interior de São Paulo, os salários dos executivos são 6% menores, da mesma forma como acontece no Paraná.

Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, os salários são, respectivamente, 8% e 11% inferiores aos praticados em São Paulo. Ainda comparando com as remunerações praticadas em São Paulo, nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os executivos recebem 11%, 16% e 20% a menos, nesta ordem.