Universidades se importam cada vez mais com ex-alunos, diz pesquisa

Se analisadas todas as ações das instituições de ensino superior, foram beneficiados 52,5 mil egressos

SÃO PAULO – Os ex-alunos valem muito para as universidades. Isso ficou claro em pesquisa realizada pela Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), cujo objetivo era identificar o perfil das IES (Instituições de Ensino Superior).

A conclusão foi que praticamente metade das entrevistadas (47%) está adotando o princípio do marketing de relacionamento, com o intuito de construir um elo de ligação no longo prazo com o estudante, por meio de programas voltados a egressos.

O levantamento englobou universidades, centros universitários, faculdades integradas, faculdades e institutos. De acordo com o resultado, dois terços das universidades e dos centros realizaram alguma ação direcionada a ex-alunos.

Inclusão no mercado de trabalho

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As ações mais comuns são pontuais, tais como descontos para cursos de especialização, convites para palestras e permissão de acesso aos laboratórios e bibliotecas. Estas medidas beneficiaram 34.790 ex-alunos das 211 IES participantes da pesquisa.

Mas o trabalho realizado por elas vai além de simples benefícios. Metade das universidades tem programas complexos, que visam ao acompanhamento da situação profissional dos egressos no mercado de trabalho. E mais: 22% delas têm programas que promovem a inclusão dos recém-formados no mercado de trabalho. Se forem analisadas todas as ações voltadas aos egressos, foram beneficiados 52,5 mil alunos em 2004.

Ajuda é bem-vinda

O apoio à inserção dos formados no mercado de trabalho é bem-vindo. Isso porque a competitividade no mercado de trabalho tem seus sintomas, e um deles é o grupo de profissionais com diploma na mão que ocupam cargos de nível médio. De acordo com a consultora de recursos humanos da Catho Online, Gláucia Costa, isso acontece muito, por vários motivos.

O primeiro é a falta de foco do próprio profissional. Exemplo: durante a faculdade, ele trabalha em uma empresa que oferece inúmeras vantagens em termos de remuneração e crescimento, porém o que faz nada tem a ver com a área de formação. Por comodismo e medo de arriscar, ele não muda de emprego. Conclusão: o diploma é esquecido na gaveta.

Além disso, existem os diplomados que simplesmente não encontram trabalho. Estamos falando de setores como o administrativo, o financeiro, o de saúde, o publicitário e o de relações internacionais, em que o número de vagas que abrem é limitado.