Troca de experiências: como abordar um profissional há mais tempo no mercado?

Experiência não é o fator mais importante na conversa, mas capacidade de se relacionar e de fazer boas perguntas

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SÃO PAULO – Mesmo que seja importante para estabelecer networking, alguns profissionais em início de carreira sentem receio, medo ou vergonha de entrar em contato com as pessoas que possuem mais experiência. No entanto, de acordo com o consultor do instituto de aperfeiçoamento profissional IDORT/SP, David Carlessi, a falta de experiência não deve impedir a comunicação.

“A experiência não é o fator mais importante na conversa, mas a capacidade de se relacionar e de fazer boas perguntas”. Segundo Carlessi, a idéia de que as pessoas mais experientes são menos flexíveis não deve ser levada para a conversa, já que alguns jovens que saem dos bancos universitários têm visões limitadas e conceitos fechados.

Exponha-se!

Ainda segundo o consultor, na vida profissional é preciso se expor, mas com humildade e sem subir no “salto alto”. Além disso, ele disse que muitos jovens têm conhecimento cultural, mas pouca cultura. “Esteja conectado com o que acontece no mundo, leia jornal, saiba analisar o que acontece a sua volta e no mundo empresarial”, afirmou.

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Mas Carlessi disse que a exposição deve ser limitada: oferecer o currículo para o profissional, sem que se tenha chegado ao assunto de uma vaga em aberto, não é indicado. Tenha o documento sempre pronto, entretanto, não o ofereça, para que o contato não pareça superficial.

Outra recomendação importante que diz respeito ao comportamento é não falar mal nem criticar ninguém. Mesmo se discordar do outro profissional, evite agir com arrogância ou tentar impor a própria opinião. “Fale apenas que tem outra visão do assunto e a exponha”.

O experiente

Se, de um lado, existe uma pessoa querendo um contato para ingressar no mundo profissional ou melhorar de posto no mercado de trabalho, do outro, há uma pessoa que deve ter a função analítica. “Para o experiente, descobrir alguém que tem talento é interessante, porque há uma carência muito grande no mercado de trabalho de pessoas criativas”.

Segundo Carlessi, o profissional que é mais experiente, com certeza, irá ajudar, porque não tem medo da concorrência.