Telesserviço pode ser alternativa ao desemprego entre jovens

Dados da associação do setor mostram que 45% das pessoas que trabalham com call center têm idade entre 18 e 24 anos

SÃO PAULO – Enquanto dados mostram que o desemprego entre jovens é alto, o setor de telesserviços se torna alternativa para essas pessoas entrarem no mercado de trabalho.

Para se ter uma idéia, pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que falta emprego para quase metade dos jovens brasileiros. Dentre 10 países analisados, o Brasil é aquele que possui o maior número de jovens entre os desempregados: a proporção chega a 46,6% da população.

Por outro lado, o telesserviço se consolida ao oferecer um emprego com carteira assinada aos jovens. “Hoje, 45% das pessoas que trabalham nas empresas de call center têm entre 18 e 24 anos”, disse o presidente da ABT (Associação Brasileira de Telesserviços), Jarbas Nogueira.

Plano de carreira

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Além da contratação, essas empresas também investem no profissional, por meio de um plano de carreira. “É possível crescer e fazer uma boa carreira, já que o mercado está em constante desenvolvimento e expansão”, afirmou Cristiane Guaranha, que dirige a área de marketing de uma empresa com oito mil funcionários.

Ela trabalha na área de telesserviços desde os 15 anos de idade e afirma que sempre teve a carteira assinada. Começou como teleatendente e depois de 24 anos chegou à posição de gerência.

Setor promissor

Tanto na geração de emprego quanto no faturamento, o setor de telesserviços registra um crescimento médio de 10% ao ano. Últimos dados da ABT mostram que, em 2006, haviam 675 mil pessoas trabalhando nas centrais de atendimento em todo o Brasil. No final do ano passado, saltaram para 700 mil.

“Nossa expectativa é alcançar a marca de um milhão de empregos diretos até 2010”, finaliza Nogueira.