Serviços: para 70% das empresas, reter profissionais é principal desafio

Na análise dos setores, os que se mostram mais preocupados com a qualificação dos funcionários são informática e restaurantes

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SÃO PAULO – Para 70% dos empresários do setor de serviços no Brasil, o principal desafio a longo e médio prazo é contratar e manter os profissionais qualificados na empresa. É o que revela um estudo realizado pela Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços).

Os empresários acreditam ainda que manter os custos competitivos também é um desafio. A resposta aparece em segundo lugar, indicada por 66% dos entrevistados.

Outros 51% disseram que o maior desafio é diferenciar seus produtos para continuar competitivo. Além disso, foram citados focar em segmentos específicos, com serviços especializados, criar condições para um administração ágil e eficiente e manter-se tecnologicamente atualizado.

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Setores
Na análise entre os setores, os que se mostram mais preocupados com a qualificação dos funcionários foram os empresários de informática e restaurantes, com 80%.

Em seguida, aparecem segurança privada (71%), asseio e conservação (62,5%), serviços gerais (62%), serviços especializados com predominância em mão de obra (61%), trabalho temporário e jardinagem (58%), administradores de Recursos Humanos (56%) e manutenção mecânica (50%).

A menor indicação do problema foi dada pelos serviços de contabilidade e de merchandising, com 20%, seguidos por prestadores de serviços administrativos e de manutenção elétrica, com 22% e 25%, respectivamente.

Fatores externos
Os dados revelam ainda que, de março a setembro de 2010, as pesquisas anteriores realizadas pela Cebrasse junto aos empresários de serviços apontaram a alta carga tributária como o maior dos problemas de cunho externo enfrentados pelo setor.

Em seguida, apareciam as questões relativas à qualificação, informalidade, inflexibilidade das leis trabalhistas, infraestrutura e a falta de crédito e de pagamentos de clientes.

Em novembro, mesmo diante da eventualidade do retorno da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), os empresários de boa parte das atividades colocaram a falta de pessoas qualificadas à frente de questões de ordem tributária.

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