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Seade/Dieese: desemprego na Grande SP cai em agosto e atinge 17,1% da PEA

Indicador apresenta retração após 4 meses de estabilidade; 44 mil pessoas saíram da condição de desempregadas na RMSP

SÃO PAULO – Após quatro meses permanecendo estável em 17,5%, a taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo em agosto caiu para 17,1% da PEA (População Economicamente Ativa), segundo informa a Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada nesta quarta-feira (21) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos).

A elevação do indicador respondeu pela redução de 44 mil pessoas no contingente de desempregados da capital paulista e cercanias, atualmente estimado em 1,721 milhão de trabalhadores.

Na comparação com agosto do ano passado, quando o nível de desemprego estava em 18,3% da PEA, a taxa apresentou queda de 1,2 ponto percentual. No acumulado dos últimos doze meses, foram criadas 149 mil ocupações, número superior ao contingente de 115 mil pessoas que ingressaram no mercado de trabalho.

Desemprego aberto e oculto é menor em agosto

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Ao se considerar caso a caso os componentes da taxa de desemprego, nota-se que o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, caiu de 10,8%, em julho, para os atuais 10,6%.

O desemprego oculto por desalento, outra variável do índice, recuou para 1,4%, diante da taxa de 1,5% do mês anterior. Já a taxa de desemprego oculto pelo trabalho precário registrou outro movimento favorável de agosto, com leve recuo de 5,2% para 5,0%.

Vale destacar que o trabalho precário engloba as pessoas que possuem uma ocupação temporária, como um “bico” por exemplo, mas que estão procurando emprego. Já o desemprego oculto por desalento inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca, praticamente deixando o mercado profissional.

Melhora praticamente generalizada

A queda do indicador na passagem de julho para agosto atingiu quase todos os segmentos populacionais, beneficiando, sobretudo as pessoas com ensino médio incompleto (-11,2%), adolescentes de 15 a 17 anos (4,8%) e pessoas de 25 a 39 anos (2,2%). Por sua vez, entre aqueles com ensino médio completo ou superior incompleto o nível de desocupação subiu 2,5%.

Já o resultado do último ano favoreceu a todos os segmentos, com a taxa de desemprego caindo para todos, com destaque para as pessoas com ensino fundamental completo (de 22,4% para 19,7%), os jovens de 18 a 24 anos (de 29,4% para 26,4%), as pessoas de 25 a 39 anos (de 14,4% para
13,3%), os homens (de 16,0% para 14,5%) e as pessoas que não eram chefes de domicílio (de
24,5% para 22,8%).

Capital segue com menor nível de desemprego

De acordo com os dados regionais da pesquisa Seade/Dieese, o município de São Paulo continua com nível de desemprego menor que o das cidades ao redor. No período, a taxa paulistana caiu de 16,2% para 15,4% da PEA.

A Região do ABC, por sua vez, registrou queda de 17,1% para 16,8%. O índice das demais cidades da região metropolitana, em sentido contrário, subiu 19,2% para 19,4% de julho para agosto.

Na base anual, frente a agosto de 2004, houve elevação do nível de emprego em todas as localidades, na seguinte intensidade: -1,9 ponto percentual na capital paulista; -1,3 ponto percentual na região do ABC; e -0,4 ponto percentual nos demais municípios da RMSP.