Reuniões à distância: como driblar a diferença de idiomas?

Em qual idioma a reunião deve ser conduzida? Deve haver tradução simultânea ou duas apresentações?

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SÃO PAULO – O avanço das tecnologias agilizou muitos processos no meio corporativo. Reuniões por meio de teleconferências são exemplos de que a distância não é mais empecilho na hora de fechar negócios, apresentar projetos e discutir resultados.

Mas esta nova prática provoca discussões, principalmente quando os lados em contato estão em países diferentes e, conseqüentemente, falam idiomas diferentes.

A importância da língua estrangeira

Que falar uma segunda língua, ou até terceira e quarta, é essencial para o sucesso profissional todo mundo sabe, no entanto, nestas horas, fica a polêmica: em qual idioma a reunião deve ser conduzida? Deve haver tradução simultânea ou o ideal é que haja duas apresentações, uma em cada língua?

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A tradução simultânea, que começa a ser adotada por um número maior de empresas listadas na Bovespa, conta com a preferência de uma parte dos analistas de mercado, mas enfrenta muitas resistências.

A grande maioria das empresas opta por dois formatos, um em inglês e outro em português.

Depende do referencial

De acordo com pesquisa realizada pela FIRB – Financial Investor Relations -, com 50 analistas brasileiros, 50% deles declararam-se favoráveis à realização da conferência em português, com tradução simultânea para o inglês.

No entanto, quando o idioma original da reunião é o inglês, as opiniões são diferentes: mais de 62% se mostram contra a realização de uma única apresentação, com tradução simultânea para o português.

Entre os estrangeiros, a imensa maioria (71,43%) é contra a tradução simultânea e, mesmo que o idioma original fosse inglês, 64,29% deles preferem a dupla apresentação.

Tempo x informações

As opiniões se divergem principalmente porque, ao passo que a tradução simultânea possa significar economia de tempo com as informações sendo divulgadas quase que instantaneamente em ambos os idiomas, a medida pode causar erros de interpretação, já que o tradutor não terá tempo de avaliar com cuidado o teor das informações.

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Além disso, muitos afirmam que a qualidade técnica das transmissões é inferior quando há tradução simultânea.

Diante do impasse, cabe a você e sua empresa decidirem qual a melhor forma de utilizar a facilidade. Mas, segundo a FIRB, o importante é aproveitar ao máximo a oportunidade, que possibilita o contato direto entre parceiros, sócios, fornecedores etc.