Resseguros: abertura aumentará oferta de vagas para profissionais

Segundo executivo da Swiss Re, para conseguir um emprego, é necessário formação superior e, no mínimo, falar inglês

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SÃO PAULO – Assim como estabelecido  pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), na última quarta-feira (16), foi iniciada nesta quinta-feira (17) a abertura do mercado de resseguros. A quebra do monopólio no setor, exercido até então pelo IRB Brasil-Re, foi estabelecida por lei complementar de janeiro do ano passado e garantirá emprego para profissionais de diversas áreas.

O superintendente da Susep, Armando Vergílio dos Santos Júnior, considera histórica a atitude. O mercado começa a operar com dez corretoras de resseguros autorizadas pela Susep e duas empresas resseguradoras, uma eventual e outra admitida, além da própria IRB Brasil. A Munich Re, da Alemanha, é a ressegurada eventual, por ser uma companhia estrangeira que atuará com procurador no país, e o Lloyds, da Inglaterra, é a empresa admitida, por ter constituído escritório de representação no País.

Mercado em potencial

Segundo Armando Vergílio, é possível que, até a próxima semana, mais quatro resseguradoras admitidas estejam operando, porque já receberam autorização prévia. São elas: a Swiss Re, da Suíça, a Swiss Re America, dos Estados Unidos, a Score-Re, da França, e a Transatlantic, dos Estados Unidos.

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De acordo com a Agência Brasil, duas resseguradoras locais, empresas com capital e reservas 100% nacionais, estão com o processo de operação em fase final de análise e devem começar a atuar no mercado em dez dias. São elas: a J.Mallucelli e a Munich.

A Susep está em fase de conclusão da análise do pedido de autorização da Mapfre Re, da Espanha, como resseguradora eventual. Vergílio informou ainda que outras três empresas manifestaram intenção de participar no setor de resseguros brasileiro, como admitidas, a Partner Re e a Federal Insurance, dos Estados Unidos, e a Hannover Re, da Alemanha.

Profissionais mais visados

Antes mesmo de obter autorização da Susep para sua operação no mercado de resseguros, a Swiss Re já dobrou o total de funcionários que possui no Brasil. O crescimento potencial na oferta de empregos com a medida, portanto, é grande.

“Com a abertura, existem mais trocas de informação e maior globalização”, explicou o diretor-presidente da empresa suíça no Brasil, Henrique de Oliveira. Quem quiser aproveitar o momento para uma colocação, portanto, precisa, no mínimo, ter domínio de outro idioma – preferencialmente o inglês.

Na avaliação de Oliveira, serão visados profissionais com formação em engenharia, autuária, economia, administração e marketing. Com diferencial, é preciso ter cursos de extensão, como MBA e doutorado. O salário, contudo, não pode ser precisado, porque varia conforme a política da empresa.

Segundo Pavel Huerta, subscritor-sênior de contratos da Swiss Re, não é preciso que o profissional venha do setor de seguros para conseguir uma vaga em empresas de resseguro. “As empresas normalmente investem na preparação do profissional, não é preciso vir com algum curso específico”, concluiu.

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