Rendimento do trabalhador paulista cresce 2,4% ante setembro, diz Seade/Dieese

Segundo estudo, renda média passou de R$ 996 em setembro para R$ 1.020 em outubro; em um ano, houve alta de 1,2%

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SÃO PAULO – A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo caiu de 17,6% em outubro para 17,4% da PEA (População Economicamente Ativa) em novembro. E houve reflexo no bolso dos trabalhadores. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), a renda média do trabalhador registrou variação positiva em outubro.

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em parceria com a Fundação Seade, foi divulgada nesta quarta-feira (22) e levou em conta o salário médio dos trabalhadores ocupados e assalariados da RMSP. Vale lembrar que estes salários se referem a outubro, mas foram pagos em novembro.

Renda cresce em outubro

De acordo com o estudo, o rendimento médio do total de trabalhadores ocupados cresceu 2,4% frente a setembro, passando dos R$ 996 para R$ 1.020. Já a renda dos assalariados teve aumento de 3,0% no mesmo período, e subiu de R$ 1.064 para R$ 1.096.

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Os assalariados do setor privado puderam sentir a melhora. Houve aumento de 3,3% na comparação com setembro e de 0,9% em relação a igual período de 2003. A maior expansão pode ser percebida no setor de Serviços, que elevou os salários em 5,5%. O Comércio também teve aumento salarial: 3,7%, assim como a Indústria, que registrou leve expansão de 0,6%.

Ainda na comparação mensal, entre os assalariados com carteira de trabalho assinada os ganhos cresceram 3,5%, e a renda deles passou dos R$ 1.101 em setembro para R$ 1.139 em outubro. Já os trabalhadores sem carteira de trabalho assinada tiveram leve retração salarial de 0,1%. O rendimento mensal destes trabalhadores permaneceu quase estável: de R$ 663, tanto em setembro como em outubro.

Já entre os trabalhadores autônomos, a renda cresceu 2,9% de setembro para outubro, de forma que passaram a ter renda média de R$ 721 no décimo mês do ano.

Em doze meses crescimento foi menor

Apesar de também registrar aumento salarial no ano, a expansão foi menor que na comparação mensal: 1,2% para o total de ocupados, 2,5% para o total de assalariados, e apenas 0,9% no Setor Privado.

No setor privado, alías, a renda passou de R$ 1.009 em outubro de 2003 para R$ 1.018 reais em 2004. Os aumentos salariais foram menores tanto no setor de Serviços (2,0%), como no Comércio (1,5%). Já os trabalhadores da indústria tiveram uma diminuição salarial na comparação anual: -1,8%.

Também na comparação com igual mês de 2003, o rendimento médio dos assalariados com carteira assinada aumentou 2,1%, e entre os autônomos cresceu 5,0%. Os trabalhadores sem vínculo empregatício, no entanto, tiveram queda de 3,4% nos rendimentos nesta comparação com o ano passado.

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