Regiões metropolitanas: desemprego diminui em outubro e atinge 15%

Segundo Seade/Dieese, a População Economicamente Ativa fechou o décimo mês do ano em 19,589 milhões de pessoas

SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País caiu 5 pontos-base no décimo mês do ano, na comparação com setembro. O índice passou de 15,5% para 15% da PEA (População Economicamente Ativa), que fechou outubro em 19,589 milhões de pessoas.

De acordo com os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgados nesta quarta-feira (28) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), no confronto com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 9 pontos-base, uma vez que, em outubro de 2006, o desemprego atingiu 15,9%.

Desemprego por região

Na comparação mensal, o desemprego diminuiu em todas as regiões analisadas, com exceção de Belo Horizonte, onde houve relativa estabilidade, com uma pequena alta de 1 ponto-base.

PUBLICIDADE

Já em relação a outubro de 2006, o índice caiu em todas as localidades, com destaque para Recife:

Taxa de Desemprego Total
Região MetropolitanaOutubro 2006Setembro 2007Outubro 2007
Distrito Federal17,9%17,3%17,1%
Belo Horizonte12,4%11,4%11,5%
Porto Alegre14,2%12,8%12,4%
Recife21,8%19,2%18,8%
Salvador22,9%21,7%21,5%
São Paulo14,6%15,1%14,4%
Total15,9%15,5%15%

Fonte: Convênio Seade-Dieese, MTE/FAT e convênios regionais

Tipos de desemprego

A pesquisa revela também que, em outubro, o contingente de desocupados nas seis principais regiões metropolitanas teve queda de 2,1% frente ao mês anterior. No total, 2,945 milhões de pessoas estavam desempregadas, o que representa 2,9% a menos que no mesmo mês de 2006.

Considerando as diferentes formas de desocupação, nota-se que o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, caiu 1,3% no décimo mês de 2007, em relação a setembro.

O desemprego oculto por desalento – que inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca – registrou queda de 6,8%, enquanto o desemprego oculto pelo trabalho precário – que engloba as pessoas que possuem uma ocupação temporária, mas que estão procurando emprego – diminuiu 2,3%.

Frente ao décimo mês de 2006, houve alta de 0,6% no desemprego aberto e quedas de 9,4% no oculto por desalento e de 9,7% no oculto pelo trabalho precário.

População ocupada

A população ocupada das áreas analisadas atingiu 16,644 milhões de pessoas no décimo mês do ano, o que mostra uma alta de 1,4% frente ao resultado de setembro e um avanço de 3,5% sobre outubro de 2006.

Na análise setorial, Serviços aparece como o maior empregador, com 8,893 milhões de empregados. Em contrapartida, a Construção Civil foi o que menos contabilizou postos de trabalho, 903 mil.

Quanto à inserção no mercado de trabalho, verifica-se que a parcela da população ocupada que possui emprego com carteira assinada no setor privado soma 7,261 milhões. Em seguida, ficam os autônomos (3,105 milhões) e os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada chegam a 1,908 milhão.