Quais são os mitos mais frequentes na relação entre líderes e colaboradores?

Um dos pensamentos comuns dos funcionários é acreditar que não irá perder o emprego. Porém, a premissa não é verdadeira

SÃO PAULO – No mundo corporativo, alguns mitos prevalecem por muito tempo. São ideias que os colaboradores possuem com relação à liderança e vice-versa. Uma das reações negativas, diante desse cenário, é a perda da produtividade e do desempenho tanto do profissional quanto da empresa.

A partir disso, surge a indagação: quais são os pensamentos errôneos mais frequentes na relação entre líderes e colaboradores?

Os campeões

De acordo com o diretor de marketing da Catho Online, Adriano Meirinho, um dos pensamentos mais comuns dos funcionários é acreditar que não irá perder o emprego. Porém, essa premissa não é tão verdadeira assim.

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“Chefe bom não é o que garante o emprego dos colaboradores bons e manda embora os ruins, mas sim, aquele que consegue ver quem está mal e pode melhorar e quem não tem mais jeito. Não dá para manter um colaborador apenas porque ele é “muito bom”. Ele tem de ser mantido porque os resultados que ele traz são muito satisfatórios”.

Meirinho ressalta que a ideia de ter um currículo bom também não é válida para a garantia de um emprego estável.

“Não adianta ter um profissional com MBA e inglês fluente, se ele não é capaz de trabalhar estrategicamente ou se ele não atinge as metas. Quem tem emprego garantido é quem corre atrás das metas e procura se desenvolver sempre, tanto por meio de estudos como no cotidiano, com as experiências”.

Outros mitos

Quem já não ouviu alguém comentar que, com passar dos anos, o profissional não conseguiu atingir o sucesso, dificilmente será reconhecido?

Segundo a consultora do IDORT, Tânia Zaperlão, a recíproca só é verdadeira quando o profissional não se prepara adequadamente. Caso contrário, o colaborador tem total condição de atender a necessidade da empresa e, consequentemente, conseguir resultados, independentemente da sua idade.

Tânia revela que outra atitude bastante comum do mundo corporativo é pensar que, para oferecer treinamento aos seus colaboradores, é necessário contratar um serviço externo.

“Muitas vezes, quando eu vou prestar serviços de consultoria, percebo que a própria empresa contratante possui profissionais capacitados para aplicar o treinamento, mas, por não confiar neles, acaba investindo em outras consultorias”.

Ditados populares

Os ditados populares também prevalecem no mundo corporativo, e contribuem mais ainda para os falsos mitos nas relações entre líderes e liderados. Veja os mais comuns, listados pela consultora:

  • Santo de casa não faz milagre – Bem corriqueiro para algumas corporações, é o princípio de que, apesar de dispor de um colaborador qualificado, este não pode ser remanejado para visões estratégicas.

    Na verdade, esse profissional só está à espera de uma oportunidade e cabe à empresa proporcionar isso.

  • Casa de ferreiro, espeto de pau – Geralmente, muitas empresas vendem um produto ou serviço de qualidade, mas, internamente, essa boa gestão não existe.

    O ideal é investir tanto nos serviços ou produtos oferecidos ao público quanto na qualidade de condições de trabalho.

  • Tecnologia é coisa de grandes empresas – A visão de que apenas as empresas de grande porte investem em tecnologia é outro mito.

    Há muitas micro e pequenas empresas que destinam parte de seu capital para o desenvolvimento tecnológico, afim de se conseguir uma maior produtividade.

  • Cachorro velho não aprende novos truques – Muitos colaboradores acomodam-se em suas funções ao longo do tempo, sem ter a intenção de aprender coisas novas.

    A pessoa cria esse mito e não se desenvolve, não busca novos desafios. Nunca é tarde para se aprender e isso deve ser constante em todos os momentos da vida.

  • Como mudar?

    Para Tânia, uma maneira de amenizar esses mitos é o líder oferecer mais oportunidade para os seu colaboradores, além de investir e prepará-los para novos desafios e projetos.

    “A empresa precisa escutar os seus profissionais e dar espaço para que eles mostrem suas ideias e talentos”.

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