Quais são os desafios que tiram o sono dos profissionais de RH?

Segundo coordenador de evento de gestão de pessoas, principal deles é saber como motivar colaboradores das empresas

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SÃO PAULO – Diversas preocupações, que devem ser enfrentadas como desafios, rondam os profissionais de RH (Recursos Humanos). A primeira delas é o que fazer para motivar e engajar os funcionários das empresas, rumo à superação dos resultados.

De acordo com Luiz Augusto Costa Leite, coordenador do Comitê de Criação do CONARH (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas), que acontece de 19 a 22 de agosto em São Paulo, o que acontece é que o Brasil alcançou um patamar de competitividade mundial que exige um melhor desempenho dos profissionais atuantes nas empresas, em relação à produtividade, engajamento e inspiração para o trabalho, o que pode ser decisivo para a sobrevivência da companhia no mercado internacional.

Cabe, então, aos gestores de pessoas motivar esses profissionais, atividade relativa à área de Recursos Humanos, que deve atuar com o objetivo de compartilhar os ganhos alcançados pelo trabalho em equipe.

Ação estratégica

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Conforme disse o coordenador, os gestores de pessoas devem buscar ações estratégicas, que têm um papel protagonista no cenário econômico. A atuação desses profissionais deve ser baseada em dois pilares essenciais: a inovação e a colaboração de suas equipes de profissionais.

“No entanto, estas duas características não se conquistam de modo automático, mecanicamente, por meio de sistemas de informação ou softwares. Empresas inovadoras, em que o trabalho colaborativo faz a diferença, dependem essencialmente da ação de seus Recursos Humanos, daí porque a inspiração e o engajamento das pessoas é fator decisivo”, afirmou Costa Leite.

Diversidades locais

Outro desafio que o profissional de RH encontra, de acordo com o diretor-geral do CONARH, Luiz Edmundo Rosa, é o da diversidade cultural local. Desde os anos 1970 fala-se em “globalização da economia”, uma globalização que, em seus primórdios, era eminentemente financeira, mas que se ampliou.

“O que vemos agora é o surgimento de empresas onde as metodologias de gestão de pessoas são globais e precisam levar em conta as complexas diversidades culturais locais”, afirmou o diretor-geral.

Por conta disso, as práticas dos gestores de pessoas devem se tornar cada vez mais diversificadas, complexas e generalistas, o que exige o envolvimento de visões de mundo diferentes, como aquelas trazidas pela administração de empresas, psicologia humana e social, comunicação social, dentre outras.