Profissionais que usam a internet no trabalho rendem mais, diz pesquisa

Uso de ferramenta de navegação como forma de entretenimento ou descompressão no ambiente de trabalho aumenta o nível de produtividade do trabalhador

SÃO PAULO – O uso da internet no ambiente de trabalho para fins pessoais pode aumentar a produtividade do trabalhador. A informação foi divulgada na terça-feira (27) pela Trabalhando.com Brasil, que consultou a opinião de 478 profissionais de todo o País.

Para realizar o estudo, a empresa se inspirou em uma outra avaliação elaborada pela Universidade de Melbourne, na Austrália. Na ocasião, os estudiosos em questão constataram que o uso da internet no ambiente profissional como forma de entretenimento ou descompressão foi capaz de aumentar em até 10% o nível de concentração e a produtividade dos trabalhadores avaliados.

“Quando a empresa demonstra preocupação com o que os colaboradores precisam, eles se sentem valorizados e até mais motivados, e essa atitude pode até aumentar a produtividade dos profissionais”, diz o diretor-geral da Trabalhando.com Brasil, Renato Grinberg.

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O estudo
Durante o levantamento, a Trabalhando.com Brasil mensurou o número de adeptos da internet no ambiente de trabalho. De acordo com a pesquisa, do total de entrevistados, 51% admitiram que utilizam ou utilizariam a internet da empresa para fins pessoais, enquanto que 38% informaram utilizá-la somente às vezes.

Outro dado apontado foi que 9% afirmaram passar o tempo todo navegando na rede e apenas 5% disseram que fariam a mesma coisa se não houvessem restrições da empresa para tal.

Sem abusos
Para evitar abusos, algumas recomendações se fazem necessárias e são sempre apropriadas. Na opinião de Grinberg, por exemplo, as empresas deveriam conciliar as necessidades dos funcionários aos interesses da organização. “Liberar completamente o uso da internet ou estabelecer regras para tal dependerá da política da empresa. O importante é que, se de alguma forma o uso for permitido, a instituição incentive seus funcionários a fazê-lo de maneira produtiva e não abusiva”, aconselha.

E nesse caso, o bom senso manda. Por isso, o ideal é que o profissional tenha sempre em mente algumas regrinhas básicas para evitar qualquer tipo de situação embaraçosa:

  • Baixar arquivos? Nem pensar! – a primeira delas, por exemplo, diz respeito ao uso da banda larga. “O trabalhador deve evitar a utilização de uma banda maior do que a que lhe for concedida”, informa Grinberg. Por esta razão, dê adeus aos vídeos, músicas e demais arquivos ‘pesados’, ao menos na empresa. Lembre-se de que está no local de trabalho e esse tipo de ação pode ser mal interpretado pelos seus superiores.

  • E-mail corporativo não é pessoal – utilize a ferramenta apenas para fins profissionais e deixe para enviar as fofocas e reclamações que julgar procedentes de seu e-mail pessoal, preferencialmente da sua casa.

  • Mensagens instantâneas – aprenda a usar o recurso (via MSN, Skype ou Gtalk) de forma moderada e com sabedoria, mesmo quando os envolvidos no bate-papo forem os colegas de trabalho. Limite-se a discutir apenas assuntos profissionais nas mensagens instantâneas e fuja da fofoca.

  • Redes sociais? Só com hora marcada! – reserve um tempo e horário pré-determinado para acessar as redes sociais e e-mails pessoais. A recomendação é que tal acesso seja feito durante o horário de almoço. Contudo, se isso não for possível, prefira o início do expediente ou o horário de saída, sendo o mais breve possível.

  • Conteúdo limitado – no ambiente de trabalho prefira as informações que possam agregar conteúdo a você e à sua empresa. As demais, para entretenimento, também são permitidas, desde que usadas com bom senso.