Procurar emprego pelo prazer de trabalhar motiva 14,2% dos desempregados

De acordo com a Catho Online, outros 14,6% vão em busca de uma recolocação, pois querem sobretudo se sentir úteis

SÃO PAULO – Apenas 14,2% dos desempregados afirmam que o simples prazer de trabalhar é a principal razão que os motivam a procurar um emprego. Outros 14,6% vão em busca de uma recolocação, pois querem sobretudo se sentir úteis. 

De acordo com uma pesquisa elaborada pela Catho Online, realizada no mês de abril deste ano com 46.067 entrevistados, 23,1% desse grupo afirmou que a busca por uma recolocação é motivada principalmente pelo desejo de melhorar o padrão de vida. 

Veja os principais fatores motivacionais na busca por uma recolocação:

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Fatores que mais motivam os desempregados
a procurar um emprego 
 Motivação (%) 
Quero melhorar meu  padrão de vida23,1%
Estou passando necessidade financeira20,4%
Preciso manter o padrão de vida que tinha
quando estava empregado
15,2%
Quero sentir-me útil14,6%
Pelo prazer de trabalhar14,2%
Quero mudar de área de atuação7%
Outro motivo5,5%

O prazer de trabalhar
Ao analisar os indivíduos das diferentes faixas etárias, a pesquisa mostrou que os profissionais com mais de 56 anos são os que mais procuram um emprego pelo simples prazer de trabalhar. Quando questionados, 17,6% dos indivíduos de 56 a 60 anos deram esse motivo. Entre os que possuem mais de 60 anos, 21,9% deram tal resposta. 

O prazer de trabalhar já não é o que mais motiva aqueles que têm até 20 anos: apenas 13% deles citaram essa alternativa. A mesma porcentagem foi observada entre aqueles que possuem de 31 a 35 anos. No grupo formado por pessoas com até 20 anos, a principal motivação é o desejo de melhorar o padrão de vida, resposta selecionada por 34,8% deles. 

“Os jovens têm uma preocupação maior em melhorar o padrão e garantir o futuro financeiro, enquanto profissionais que já possuem experiência e estabilidade valorizam mais sua qualidade de vida, por isso, querem ser úteis e fazer o que gostam”, avaliou o diretor de Marketing da Catho Online, diz Adriano Meirinho.