Presidente de consultoria aponta o que mudou nas exigências de CEOs

"A globalização, por exemplo, impôs ao executivo que tenha uma visão mais ampla do negócio", diz Marcelo Mariaca

SÃO PAULO – Há algumas décadas, o que se esperava de um CEO (Chief Executive Officer) era habilidade nos negócios, conhecimento do ramo e inteligência. Porém, com o decorrer do tempo, as exigências deste tipo de profissional mudaram.

“A globalização, por exemplo, impôs ao executivo que tenha uma visão mais ampla do negócio, do mercado e do próprio mundo”, diz o presidente da Mariaca, empresa de assessoria e consultoria em gestão de capital, e professor de MBA da BBS (Brazilian Business School), Marcelo Mariaca.

Diante deste fato, restou ao CEO se adaptar: conhecer diferentes legislações, culturas, economias; ter flexibilidade para lidar com a diversidade; e capacidade de comunicação.

Conquistar diversos públicos

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Com diversos níveis hierárquicos, as empresas do passado afastavam os CEOs dos públicos atendidos, como os stakeholders, empregados, fornecedores e clientes. Mas eles ganharam força na modernidade. “E obrigam as corporações a ampliarem e fortalecerem os canais de comunicação e colocar os líderes na linha de frente”.

Mariaca dá exemplos da situação: o presidente da Ford do Brasil, Antônio Maciel Neto, como tentativa de reconquistar os clientes, foi garoto propaganda dos carros. Gabriel Jaramillo, presidente do Santander, logo que chegou da Colômbia ao Brasil, passou pelas agências do banco para cumprimentar os funcionários.

“Vale lembrar também o exemplo do comandante Rolim, que costumava recolher os cartões de embarque e cumprimentar pessoalmente os passageiros da TAM. Nos principais lançamentos de produtos, Steve Jobs, da Apple, e Bill Gates, da Microsoft, atuam como verdadeiros showman para seduzir os consumidores”, exemplifica.

Suar a camisa

“O executivo não pode ser mais aquele chefe enclausurado no bunker da empresa disparando ordens por e-mails”, diz Mariaca, que ainda completa dizendo que é preciso suar a camisa e gastar a sola do sapato.