Preparação e planejamento são elementos fundamentais para sucessão de líder

Consultor de carreira segure que, neste momento, diretoria elabore um plano de sucessão para que empresa sinta o menos possível

SÃO PAULO – A sucessão de um líder está entre os momentos mais delicados pelo qual uma companhia pode passar. Preparação e planejamento são elementos fundamentais para que a troca seja bem sucedida e para que a empresa sinta o menos possível.

O consultor de carreira e diretor da empresa de recursos humanos Gnetwork, Eberson Federezzi, levanta os principais problemas na hora da sucessão e dá dicas para que os profissionais atravessem essa fase sem muitos conflitos.

Dificuldades
Entre as principais dificuldades que a diretoria das empresas relata quando passam por uma troca de líderes estão: encontrar o profissional mais indicado; elaborar um plano de sucessão adequado; e preparar a organização e os colaboradores para as mudanças.

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Em relação ao novo líder, além de ter que encontrar alguém que se encaixe na função é essencial que haja um treinamento cuidadoso, para que ele seja capaz de dar continuidade ao trabalho. Nesse contexto, Federezzi ainda recomenda que seja selecionado algum colaborador que, “além de atender o perfil do cargo, já tenha algum tempo de casa”.

Quando o profissional já está familiarizado com a cultura da empresa, facilita a adaptação às novas responsabilidades.

Mudanças progressivas
Antes de iniciar o processo, é importante elaborar uma estratégia de sucessão, principalmente para que a mudança ocorra de forma progressiva. Aqui, Federezzi destaca que, desde o início, todos os colaboradores precisam saber o que está acontecendo e que o novo profissional está sendo treinado para assumir a nova posição.

Além disso, é preciso que os líderes tenham consciência que a transição será um período de adaptação coletiva e que pode ou não ser traumático. “Tudo depende da maneira como o processo será conduzido”, afirma.

Empresa familiar – sucessão familiar?
Em empresas familiares, os donos normalmente preferem que a direção seja assumida por algum membro da própria família, mas alguns detalhes nesse sentido devem ser observados.

Em primeiro lugar, o atual líder deve definir, com auxílio da direção da empresa, o perfil de liderança que futuramente trará mais resultados para a organização, evitando opiniões tendenciosas em relação aos parentes. Com as informações em mãos, o líder pode olhar para as opções dentro da família, mas se ninguém se encaixar será preciso buscar um profissional de fora, que de fato esteja preparado.

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Federezzi ainda recomenda que, se o atual líder quiser sair antes de a nova geração estar pronta para assumir o posto, “um executivo de fora pode ajudar atuando como uma espécie de ponte entre as gerações”, avalia.