Praia, balada ou restaurante: como agir se encontrar o chefe nestas situações?

Na opinião de especialistas, independentemente do lugar do encontro, o importante é ter bom senso

SÃO PAULO – Encontrar o chefe fora da empresa é uma situação que gera nervosismo e ansiedade em muitos profissionais.

Nestas horas, segundo especialistas, as pessoas ficam se perguntando se devem cumprimentar ou não, se devem ir embora ou simplesmente fingir que não viram. Para a consultora de etiqueta corporativa, Renata Mello, a última opção é a que não se deve seguir de forma alguma.

“Independentemente do lugar, o importante é ter bom senso profissional. Evitar falar de trabalho, sobretudo, os comprometedores (…) O que não se deve fazer é fingir que não viu e não cumprimentar”, diz.

Praia, balada ou restaurante?
O diretor da unidade paulista da De Bernt Entschev Human Capital, Júlio Bonrruquer, concorda e acrescenta: ”não esqueça que a pessoa em questão é o seu chefe. O ideal é não falar de trabalho, ser agradável, discreto e esperar que a outra pessoa dê o tom”.

Dessa forma, ao encontrar o chefe em um restaurante, por exemplo, Bonrruquer aconselha que a pessoa acene, faça um contato visual e aguarde uma reação, sendo que ela só deve tomar a iniciativa de ir até a mesa, segundo explica Renata, se já estiver indo embora.

Na praia, dizem os especialistas, o comportamento deve ser parecido: as pessoas devem ser discretas, cumprimentar rapidamente e evitar reparar no traje da outra pessoa.

Já se o encontro ocorrer em uma balada ou barzinho, é prudente evitar excessos. Porém, neste caso, ressalta Bonrruquer, a atenção redobrada deve ser do chefe. “O chefe deve ter em mente que ele é um exemplo e que as pressões sociais exigem mais dele. Muitas vezes, dependendo da situação, é melhor ir embora”.

Elevador
Por fim, apesar de não ser em um ambiente externo, encontrar o chefe no elevador, especialmente se não há muito contato, também causa constrangimento em muitos profissionais.

Neste caso, dizem os especialistas, cumprimente e seja natural. “Nada pior do que pessoas que aproveitam este momento para tentar parecer o que não são”, diz o diretor da De Bernt.

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