Participação das mulheres no mercado de trabalho cresce em 2008

Segundo pesquisa, no ano passado a participação das mulheres chegou a 56,4%. O índice de desemprego diminuiu

SÃO PAULO – A participação das mulheres no mercado de trabalho, na região metropolitana de São Paulo, atingiu 56,4% no ano de 2008, crescimento de 55,1% na comparação com o anterior.

Entre os homens também houve um crescimento, mas em menor intensidade, com a participação no mercado de trabalho passando de 71,4% em 2007 para 72% no ano passado.

Os dados fazem parte do PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), Especial sobre o Dia Internacional da Mulher, divulgada nesta quarta-feira (4).

Desemprego

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Com relação à taxa de desemprego, houve uma diminuição do índice, nos últimos cinco anos, tanto para os homens quanto para as mulheres.

As mulheres desempregadas na região metropolitana de São Paulo chegaram a 16,5% no ano de 2008, uma queda em relação ao ano anterior, quando a taxa foi de 17,8%.

Entre os homens, a taxa de desemprego decresceu com maior intensidade, chegando a 10,7%.

Atuação

O nível de ocupação feminina aumentou em praticamente todos os setores de atividades analisados, sobretudo nas áreas de comércio e serviços.

Devido ao crescimento mais acentuado do nível ocupacional, as mulheres ampliaram sua participação no total de pessoas ocupadas, passando de 44,7% em 2007, para 45,1% no ano passado.

Mercado de trabalho

A pesquisa também constatou que, nas famílias com filhos, 59,6% das mulheres estão inseridas no mercado de trabalho.

A relação entre o número de filhos não reflete em uma maior inserção no mercado de trabalho. As mulheres com um filho tem 60,6% de participação. Já a proporção entre as mulheres com dois filhos ou mais é de 58,9%.

No entanto, a presença de filhos pequenos (de até um ano de idade) parece influenciar na atuação. Entre as famílias com filho de até um ano de idade, a participação das mulheres é de 54,3%. Já para as famílias com filhos maiores de cinco anos, o número sobe para 67%.

Conclusões

O levantamento constatou que houve a entrada das mulheres de forma mais intensa no mercado de trabalho.

Entre os motivos, destaca-se a busca de crescimento e emancipação profissional, fruto do aumento da escolaridade e da possibilidade de novos projetos profissionais.

A partir disso, há uma possibilidade de se discutir mais profundamente o papel da mulher e do homem na família e a necessidade de compartilhar de forma mais igualitária as tarefas do lar e da educação e a criação dos filhos.

Uma outra conclusão do estudo é que a maior dificuldade de obtenção de um trabalho remunerado, enfrentadas pela mulheres com filhos, indica que a maternidade é vista, muitas vezes, como um obstáculo pelo mercado de trabalho.