Opinião: empresas garantem ascensão profissional de mulheres

Segundo especialista, mulheres conseguem, apesar da jornada em trabalho e casa, dedicar-se como os homens ao emprego

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SÃO PAULO – As empresas atuais procuram garantir a ascensão profissional das mulheres. A afirmação é do diretor do Great Place to Work Institute Brasil e professor da PUC-SP, Paulo Medeiros.

Ainda de acordo com ele, as empresas procuram encaminhar a carreira das mulheres por meio de incentivos especiais, de programas de mentorado e de desenvolvimento, na medida em que elas crescem na hierarquia da companhia.

Pessoal e profissional

O equilíbrio entre a vida em casa e no trabalho é um problema crônico nas empresas. O grande desafio dos funcionários é realizar atividades no emprego sem comprometer finais de semana e feriados e nem prejudicar a vida pessoal.

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Segundo o diretor, as mulheres conseguem, apesar da jornada dupla de trabalho e casa, dedicar-se tanto quanto os homens ao emprego. “Isso é justificado com práticas que visam flexibilizar o horário de trabalho dentro das empresas (flex time) e espaço aberto para que as pessoas cuidem de assuntos pessoais durante o expediente”, disse Medeiros.

Além disso, na edição de 2006 da pesquisa “Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil”, perguntas sobre o motivo que retêm os funcionários nas organizações foram feitas. O resultado entre as mulheres apontou que elas estão dispostas a abrir mão do equilíbrio vida pessoal e profissional em busca de oportunidades melhores na carreira.

Avaliação empresarial

O estudo ainda mostrou a satisfação dos funcionários nos últimos 10 anos. De 1997 a 2006, as empresas com média de qualidade técnica de 70% foram consideradas boas, já que dois terços dos funcionários avaliados demonstraram satisfação.

Para o diretor, uma boa empresa para trabalhar não é aquela que tem maior número de negócios ou localização geográfica favorável. “Um excelente lugar para se trabalhar está ligado à qualidade dos relacionamentos que se quer manter ou ter dentro da organização”.

O vínculo de confiança entre empresa e funcionário subiu para 3%, dois pontos percentuais comparado à primeira edição da pesquisa. A credibilidade permaneceu estável, o respeito teve uma variação na mesma proporção de confiança e a imparcialidade foi a dimensão que mais cresceu, oito pontos percentuais.