Ser o primeiro não é tudo

O que a concorrência entre o Google e a Apple pode ensinar sobre liderança

Uma publicação da Forbes mostra a diferença de gestão entre as gigantes da tecnologia

SÃO PAULO – Gigantes e concorrentes em um mercado ascendente, Google e Apple compartilham muitas características comuns que as levaram ao topo das vendas: ambas são altamente conceituadas e desenvolvem, a cada ano, uma infinidade de produtos e serviços utilizados por pessoas do mundo inteiro. No entanto, há uma diferença muito grande entre elas que pode ditar o futuro de cada uma: sua gestão.

Segundo uma publicação no site norte-americano Forbes, os líderes do Google decidiram partir para o ataque, enquanto a empresa criada por Steve Jobs tem resolvido jogar na defesa. “A Apple está lutando para manter sua posição no mercado, enquanto o Google está crescendo cada vez mais”, observou o artigo.

“O fato é: a melhor defesa do mundo não consegue ganhar um jogo se não partir para o ataque”. Para a Forbes, o posicionamento da Apple em apenas tentar manter a liderança nas vendas e na preferência dos consumidores não é o bastante. “Eles começaram a se defender quando deveriam continuar no ataque”.

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O Google, por outro lado, poderia continuar focado em seu avançado sistema de buscas, mas ele está de olho em novas oportunidades. “Claro que o Google manteve sua posição como a plataforma de buscas dominante, mas ele pensou em ir além e querer buscar essa liderança em outros mercados”.

Já a Apple, mesmo liderando nas vendas, cedeu algumas posições de destaques a jogadores mais agressivos, como a gigante sul-coreana Samsung, HTC e até mesmo o Google. “A Apple errou em confundir lançamentos de novas versões e melhorias de recursos com inovação. A falta de um pensamento inovador é o precursor de uma marca em declínio”.

Em que lado você quer jogar, afinal?
Mas, o que a perda de consumidores fiéis da Apple pode ensinar sobre liderança? Segundo a Forbes, estar na liderança não é um sinal para pensar em apenas “se manter”. A liderança valoriza a inovação, continua o artigo, e todas as coisas positivas que ela proporciona, como uma cultura saudável na empresa, capacidade de atrair e reter talentos, ser o foco do consumidor, entre outras.

“Os melhores líderes entendem que o normal e habitual não são sinônimos de ser saudável e próspero. A verdadeira chave para o pensamento inovador começa com uma mente aberta: o reconhecimento de que aqueles que pensam diferente não são menores que os outros, nem uma ameaça”.

Uma mente aberta é um sinal de confiança, o que permite aos líderes reconhecerem que a diversidade de opinião leva a pensar melhor, ter mais descobertas e melhores resultados. “Afinal, de que lado do campo você quer jogar na sua empresa: no ataque ou defesa?”, conclui o artigo.