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8 lições valiosas de carreira de grandes executivos e especialistas em gestão de pessoas

Evento de fundação de Jorge Paulo Lemann reuniu grandes nomes para falar sobre carreiras

Carreira
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Inspiração é o primeiro passo para começar a decolar na carreira. Durante a Conferência Na Prática Gestão Empresarial, da Fundação Estudar, de Jorge Paulo Lemann, executivos de diversas empresas e especialistas de carreira falaram sobre carreira, mercado de trabalho, o perfil do novo profissional e gestão de pessoas.

A Fundação separou para o InfoMoney as melhores dicas de algumas das pessoas de maior renome entre os que participaram do evento. Confira oito delas:

Luis Henrique Guimarães, presidente da Raízen:

"A primeira coisa que eu valorizo em um profissional é a curiosidade, ainda mais no mundo de hoje: estude, se aprofunde, leia, pesquise. A segunda coisa é: tenha um olhar externo, saia do seu mundo. O mundo é muito maior do que a gente está acostumado, acomodado. É preciso ter essa capacidade de ler o mercado. E a terceira coisa: procure se importar com as pessoas e as questões humanas. Com isso você vai estar preparado para qualquer coisa."

Ricardo Azevedo, diretor do Burger King

 “O mais importante na escolha de uma empresa é a identificação com a cultura organizacional. Não adianta buscar só benefícios financeiros se não houver paixão em trabalhar e defender uma marca, uma empresa.”

Elisangela Martins, diretora de RH da Comgás

“Antes de escolher uma carreira, é preciso refletir muito. O mais importante quando fazemos escolhas, é entender quais são nossos valores e como eles se comunicam com os ideais da empresa onde queremos trabalhar. Se há o chamado "fit cultural", quando existe uma clara identificação entre funcionário e companhia, o caminho do crescimento é muito mais amplo.”

Flávia Nardon, gerente de desenvolvimento organizacional e de pessoas da Gerdau

“É importante entender que a carreira internacional não é, necessariamente, morar efetivamente em outro país. É trocar com pessoas de outros países o tempo todo, ter uma visão mais ampla trabalhando em projetos globais e ir além dos limites geográficos.”

Carla Diniz, Gerente de gente e gestão da NTS

“Academicamente, é provado que ninguém nasce líder, liderança é uma habilidade que você aprende e qualquer um pode aprender. Todos temos características que vão facilitar ou dificultar esse processo de transição para a liderança, se quisermos. Uma das principais qualidades que um bom líder deve ter nos dias de hoje é a capacidade de ser multitarefa e influenciar os outros, trabalhar com diferentes times.”

Maíra Habimorad, especialista em gestão de pessoas da Cia de Talentos

“Muitas pessoas ainda não se sentem seguras para desejar novos modelos de trabalho por medo de falta estabilidade e plano de carreira. A grande questão é que as empresas não conseguem garantir isso, nos dias de hoje. Fazer uma opção pelo mundo corporativo pensando só nesses dois fatores não é ideal porque o mercado é imprevisível. É mais importante construir uma rede de relacionamentos, fazer o melhor e entregar resultados para ter a possibilidade de ter uma carreira dentro de uma empresa, do que ser passivo nesse processo”

Alexandre Teixeira, jornalista e autor do livro Felicidade S/A

“Éramos infelizes e não sabíamos. Na última década, começamos a pensar que o trabalho pode e deve ser um espaço para descoberta de um propósito de vida. Nossa percepção pós-moderna de que merecemos ser felizes no trabalho gerou no profissional contemporâneo a ansiedade hedônica, e o grande efeito colateral disso é o medo de não ser feliz, medo de não encontrar ou não poder exercitar o nosso propósito no trabalho. Diante dessa nova forma de ansiedade, existe um ansiolítico corporativo: pertencimento e propósito”,

Thiago Veras, head de gente e gestão na Empiricus

“Hoje temos inúmeras possibilidades de corporações e a forma como uma vê a questão da carreira é diferente de outra. Hoje temos muito mais possibilidade de escolha de carreira, porque hoje as empresas estão mais flexíveis, porque elas têm se preocupado mais com o momento dos colaboradores. Atualmente não é mais necessário escolher entre ser um especialista ou seguir uma carreira de gestão. Não precisamos ser um ou outro, podemos ser um e outro."

 

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