Nível de emprego no comércio de São Paulo cresce 0,6% em julho

Segundo levantamento, dado é comparativo a junho; frente ao mesmo mês de 2010, a expansão foi de 5,7%

SÃO PAULO – O nível de emprego no comércio varejista na Região Metropolitana de São Paulo cresceu 0,6% em julho, na comparação com junho, chegando a 954.717 empregados com carteira assinada.

No confronto com o mesmo mês do ano passado, a expansão foi mais expressiva, de 5,7%. É o que revela um levantamento realizado pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empegados e Desempregados), e divulgado nesta quarta-feira (21).

Total de admitidos
Os dados revelaram também que o total de admitidos no sétimo mês do ano ficou 4,4% abaixo do que o de junho. Para a federação, o resultado positivo no saldo de trabalhadores se deve em parte ao menor número de funcionários demitidos, que registrou queda de 7,75%, frente ao mês anterior. Na comparação mês a mês, junho contou com 44.799 funcionários dispensados e julho, com 41.239.

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Além disso, a entidade explica que a estabilidade constatada nos últimos três meses (maio, junho e julho) no ritmo de contratações formais é corroborada pelo recuo de 1,3% no faturamento real do comércio varejista em julho, conforme verificada pela pesquisa PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista).

Futuras contratações
Em relação às contratações, os empresários estão cautelosos quanto ao rumo de seus negócios para o segundo semestre de 2011 e, por isso, preferem manter o quadro de funcionários, ao invés de ampliá-lo.

De acordo com a Fecomercio, este fato se deve ao quadro de instabilidade da economia global e nacional, aliado ao encarecimento do crédito à pessoa física, à pressão nos preços, à perda de confiança do consumidor em relação à aquisição de bens e ao seu grau de endividamento.

Sobre os consumidores, nota-se que há um nítido encurtamento da renda dos consumidores, que faz com que o comércio enfrente um período de taxas mais modestas de crescimento em seu faturamento e, com isso, se planeje para continuar contratando em ritmo convergente ao de suas vendas.

Rotatividade
Por fim, o levantamento indicou ainda que a rotatividade no comércio geral passou de 5% em junho para 4,6% em julho. Entre os segmentos que descreveram as maiores taxas estão Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados (6%), Supermercados – Alimentos e Bebidas (5%), Materiais de Construção (4,6%), Farmácias e Perfumarias (4,8%) e Móveis e Decorações, com 4%.