Multinacionais e microempresas demandam habilidades distintas

Assim, para ter sucesso, é preciso se conhecer bem ao buscar oportunidades no mercado de trabalho, dz especialista

SÃO PAULO – Ao procurar por uma oportunidade no mercado de trabalho, o profissional deve ter bem claro quais são suas características, tanto no que diz respeito ao conhecimento quanto no que se refere ao comportamento.

Isso porque, segundo a diretora de consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Neli Barboza, micro e pequenas empresas e multinacionais demandam habilidades diferentes dos profissionais, o que, conforme as características da pessoa, podem aumentar ou diminuir as chances de sucesso.

Conhecimento
Para se ter uma ideia, de acordo com Neli, nas micros e pequenas empresas, em determinadas áreas – como informática, contabilidade, serviços gerais, publicidade, entre outras -, não há a necessidade de profissionais com conhecimentos específicos.

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“Nas pequenas empresas, em determinadas áreas, especialmente as de suporte, as pessoas precisam ter uma noção geral, mas não um conhecimento profundo, pois, na maior parte das vezes, tais serviços são terceirizados”, diz.

Por outro lado, nas multinacionais, a maior parte dos departamentos é internalizada, por conta dos processos complexos, o que faz ser necessária a presença de profissionais com domínio das funções.

Comportamento
Quanto ao comportamento, observa a diretora, nas micro e pequenas empresas há uma maior necessidade de profissionais flexíveis e extremamente comprometidos e que não tenham pressa para crescer na carreira.

“A flexibilidade é necessária porque em muitos casos as pessoas irão desenvolver várias tarefas. Já o comprometimento é necessário em qualquer lugar, porém nestas empresas, devido ao número enxuto de funcionários, ele é maior, pois se alguém se ausenta, irá fazer muito mais falta”, explica.

Por fim, a evolução na carreira mais demorada, informa ela, pode ser explicada pelo fato de haver poucos níveis hierárquicos, o que impede uma mobilidade maior dos funcionários.

Nas grandes empresas, por outro lado, a competitividade e a vontade de ocupar novos cargos são essenciais. Aliado a isso, diz Neli, tais empresas valorizam pessoas com maior visão de negócio, independentes e que trabalhem bem sob pressão.