Mulheres se mantêm no mercado, mas salário ainda é mais baixo que o dos homens

Estudo do BNDES mostra que, apesar de um cenário favorável, diferença salarial entre os sexos ainda é um fato

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SÃO PAULO – A diferença salarial entre homens e mulheres ainda existe, mesmo com a inserção do sexo feminino no mercado de trabalho, principalmente em vagas que exigem maior nível de escolaridade.

A conclusão é de levantamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), obtido pelo jornal Folha de S. Paulo e divulgado nesta quinta-feira (24).

Mulheres ganham espaço

De acordo com os dados, as mulheres aumentaram sua participação no mercado formal em 2 pontos-base, passando de 38% em 1996 para 40% em 2004, principalmente em função do acesso aos novos postos e da queda na dispensa de mulheres em período de crise.

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Segundo dados do Caged, de 1,1 milhão de vagas extintas no período de 1996 a 1999, 10% eram de mulheres e 90% de homens.

Outro fator que levou a mulher ao trabalho é o recuo da renda do trabalhador. Com o intuito de completar a renda da família, a mulher deixou o trabalho de casa para entrar no mercado.

Salário ainda é mais baixo

Apesar do cenário favorável para a mulher, os salários delas ainda estão abaixo dos pagos aos trabalhadores do sexo masculino.
Segundo o estudo, entre 1996 e 1999, a renda da mulher era equivalente a 89,8% da renda do homem, passando para 91% de 2000 a 2005. O avanço de apenas 0,2 ponto percentual não condiz com as exigências do mercado, já que mesmo com o salário mais baixo, as mulheres ocupam os mesmo cargos e têm as mesmas responsabilidades que os homens.

Maior instrução entre as mulheres

Conforme o levantamento, entre as mulheres empregadas, 57% têm ao menos o ensino médio incompleto.
Segundo o economista Antonio Marcos Ambrozio, que compilou os dados do estudo para o BNDES, o aumento da escolaridade das mulheres, que estudam mais que os homens, contribuiu para a maior participação do sexo feminino no mercado de trabalho.